Collector
Site investigado por vender atestados médicos falsos segue fora do ar | Collector
Site investigado por vender atestados médicos falsos segue fora do ar
Jornal O Globo

Site investigado por vender atestados médicos falsos segue fora do ar

Após a polícia receber denúncia sobre a venda de atestados médicos falsos o site valideatestado.com deixou de operar e está fora do ar desde segunda-feira. A Polícia Civil quer saber quem são os responsáveis pelo portal. Um empresário, desconfiado da autenticidade do documento apresentado por uma funcionária para justificar ausência do trabalho acessou o site, seguiu as instruções disponóveis, pagou com pix o valor de R$ 49,90 e recebeu o atestado solicitado sem passar por qualquer tipo de consulta médica. Para piorar, a dispensa de um dia concedida ao homem teve como justificativa um quadro de “dismenorreia”, termo médico equivalente a uma cólica menstrual intensa. Saúde frágil: venda de atestados médicos virtuais falsos explode, e polícia investiga; veja como acontece Feriadão de São Jorge: Prefeitura do Rio e governo do estado decretam ponto facultativo na sexta-feira, 24 No compravante do pix feito pelo empresário, e entregue à 13ª DP (Ipanema), a empresa que aparece como beneficiária da transferência é a GRB Negócios Digitais Ltda, com sede em Londrina, no Paraná. O esquema foi revelado em reportagem publicada segunda-feira pelo GLOBO. O CNPJ informado no comprovante do pix consta como ativo na Receita Federal. A empresa foi criada em dezembro de 2023 e tem como única sócia uma mulher de 23 anos. Na descrição de suas atividades, consta “preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo”. O GLOBO tentou contato com a pessoa que aparece como dona da empresa, mas os telefonemas não foram atendidos. O site no qual a compra dos falsos atestados era feita pela funcionária estava fora do ar ontem. Registro em São Paulo Em nota, a Polícia Civil informou que há investigações em curso sobre os atestados falsos na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), na 13ª DP (Ipanema) e na 151ª DP (Nova Friburgo). Além de apurar qual a participação da empresa no esquema, os policiais pretendem ouvir a funcionária que apresentou os atestados falsos e também a médica que aparece como signatária. A médica, que mora na Itália, afirma que seus dados foram usados sem o seu conhecimento. Registrada no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), ela disse ter procurado o órgão, que orientou que ela fizesse um registro na polícia. Por estar fora do Brasil, o sistema da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não permitiu a conclusão da operação. Na tarde de ontem, a médica disse que finalmente conseguiu, com a ajuda de uma irmã que vive no país, fazer o registro na categoria fraude/estelionato. Para dar credibilidade ao golpe, os atestados falsos são emitidos com nomes e marcas de empresas privadas e unidades de saúde pública conhecidas. A advogada de uma empresa que identificou 39 documentos fraudados só nos três primeiros meses deste ano reclamou que os pedidos de verificação da autenticidade dos documentos podem levar 45 dias para serem respondidos. A Secretaria municipal de Saúde do Rio informou que empresas que tenham dúvida sobre a veracidade de atestados recebidos devem entrar em contato por e-mail (disponíveis on-line) com a unidade. A SMS diz que o “prazo para resposta é de no máximo 15 dias”. Procurada, a Secretaria estadual de Saúde — cujas unidades também são usadas pelos golpistas — não respondeu. Initial plugin text

Go to News Site