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Em evento na Faria Lima, Ronaldo Caiado rebate Eduardo Leite e nega divisão no PSD | Collector
Em evento na Faria Lima, Ronaldo Caiado rebate Eduardo Leite e nega divisão no PSD
Jornal O Globo

Em evento na Faria Lima, Ronaldo Caiado rebate Eduardo Leite e nega divisão no PSD

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, buscou colocar panos quentes nas divergências internas do partido após declarações de distanciamento feitas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em evento voltado a empresários na Avenida Faria Lima, coração financeiro de São Paulo, Caiado rechaçou a tese de que sofra com a falta de apoio na sigla e classificou a fala do correligionário apenas como uma forma "diferente" de equacionar as questões políticas. A reação do goiano ocorre um dia após Leite afirmar que o apoio da legenda à sua candidatura não representa um "alinhamento automático". Os dois governadores, ao lado do chefe do Executivo do Paraná, Ratinho Jr., protagonizaram a disputa interna pela cabeça de chapa do PSD rumo ao Palácio do Planalto. Durante o encontro na Faria Lima, Caiado buscou apresentar suas credenciais ao mercado financeiro, pautando o discurso em temas estratégicos como segurança pública e a exploração de terras raras. O tom, no entanto, subiu quando o governador mirou em seus principais adversários na corrida eleitoral: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição pelo PT, e Flávio Bolsonaro (PL). Em conversa com jornalistas, o pré-candidato disparou que os postulantes à Presidência perdem o benefício da presunção de inocência quando estão envolvidos em escândalos de corrupção, embora não tenha citado os nomes de seus oponentes nesta frase específica. A retórica antipetista rendeu a Caiado aplausos da plateia de empresários. Ao criticar a atual gestão de Lula, o governador declarou que o mandatário estaria mais preocupado em "livrar a família" de acusações criminais. A declaração foi uma referência direta ao episódio envolvendo o filho do presidente, Lulinha, na CPI do INSS. O aceno à direita mais conservadora tem sido uma marca do pré-candidato. No mês passado, durante o lançamento oficial de seu nome pela legenda, Caiado causou repercussão ao prometer que, se eleito, concederá anistia "total e irrestrita" aos condenados pela participação nos atos golpistas, medida que incluiria e beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro. Colaborou Karen Lemos, da CBN

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