Vogue Brasil
Tinha algo de muito certo em Carol Trentini fechar o desfile da Osklen com uma calcinha aparecendo. Não por acidente, claro, nada no fim de uma passarela é por acidente. A Osklen abriu nesta terça-feira (14.04) o Rio Fashion Week no Palácio da Cidade, em Botafogo, após oito anos longe das passarelas. Oskar Metsavaht trouxe 36 looks que são uma carta de amor ao Rio de Janeiro, sedas plissadas, lenços coloridos, tênis de cano alto, corpos dourados. Roupas que funcionam num jantar na orla e num luau na areia com a mesma naturalidade. Mas foi o look de encerramento, com Carol Trentini e a calcinha deliberadamente à mostra, que deu o tom do que a moda está dizendo agora. O no-hip, ou side hip, aquele posicionamento de calça ou saia tão baixo que a borda da calcinha ou do boxer aparece como parte do look, é a tendência que não para de crescer. Ela ganhou um de seus momentos mais icônicos recentemente quando Kate Moss subiu à passarela do último desfile da Gucci, a coleção-tributo a Tom Ford. Ali, com a frieza e a precisão que só ela tem, a calcinha aparente virou declaração, uma ressurreição direta da estética dos anos 2000, quando a cintura baixíssima de Britney Spears e as calças hipster dominavam cada editorial de moda. Carol Trentini e Kate Moss Reprodução Não é nostalgia vazia. É uma geração que cresceu olhando para aquelas imagens e agora as reinterpreta com mais consciência e mais humor. A Osklen fez o mesmo com sotaque carioca: menos pose, mais praia, mais calor. No Palácio da Cidade, entre a brisa de Botafogo e os aplausos para Metsavaht, Carol Trentini entregou o encerramento perfeito para uma noite que marcou o retorno do Rio ao calendário da moda. A calcinha apareceu. E todo mundo vai querer copiar.
Go to News Site