Revista Oeste
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado , senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 14, que a derrubada do relatório final do colegiado é resultado da articulação política intensa. De acordo com ele, houve manobra de última hora, sob coordenação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para proteger ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). "Tivemos uma interferência direta com a troca de integrantes", disse Vieira. "O governo escolheu atravessar a rua e dar um abraço no STF." Segundo o senador, a "derrubada do relatório reflete um atraso da mentalidade dos senadores". Vieira ainda destacou que a responsabilização de ministros do STF é uma pauta "que pode ser adiada, mas não evitada". "O Brasil um dia vai ter maturidade institucional para entender que ninguém está acima da lei, nem mesmo o Supremo", afirmou o relator da CPI do Crime Organizado. "Ainda não vou apresentar as denúncias contra os ministros. Vou observar os desdobramentos das investigações que, com certeza, apontaram para indícios contrários a atuação deles." O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Relatório da CPI do Crime Organizado é rejeitado A base governista, em uma articulação de última hora, mudou a composição da CPI e conseguiu rejeitar o relatório final da CPI do Crime Organizado. O texto foi derrubado por seis votos a quatro. O próprio presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), se opôs ao texto de Alessandro Vieira, apesar de não votar. O relatório acabou sendo derrubado da mesma forma que o da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social, ou seja, por meio da articulação da base do governo Lula na Casa. + Mais notícias de Política em Oeste No entanto, desta vez, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), atuou diretamente na derrubada do texto. Pouco antes do início da votação, ele enviou ao presidente da CPI um ofício determinando as alterações na formação da comissão, que passou a contar com mais parlamentares do PT. Veja as mudanças: Marcos Rogério (PL-RO) assumiu o posto de Welligton Fagundes (PL-MT); Esperidião Amin (PP-SC) foi designado suplente; Soraya Thronicke (PSB-MS) assumiu o posto de Jorge Kajuru (PSB-GO); Teresa Leitão (PT-PE) assumiu o posto de Sergio Moro (PL-PR); Beto Faro (PT-BA) assumiu o posto de Marcos do Val (Avante-ES); e Camilo Santana (PT-CE) assumiu o posto de Randolfe Rodrigues (PT-AP). O post Vieira, sobre derrubada de relatório: ‘Governo atravessou a rua e deu um abraço no STF’ apareceu primeiro em Revista Oeste .
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