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Edilson Damião. Reprodução/Nonato Sousa/Ale-RR O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu pela quarta vez o julgamento sobre a cassação do governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), e a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos), nesta terça-feira (14). No processo, Denarium e Damião são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando foram eleitos governador e vice, respectivamente (entenda mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Edilson Damião assumiu o governo após a renúncia de Antonio Denarium, em 27 de março de 2026, um ano e meio após o processo ser iniciado na Corte Superior. Denarium renunciou para disputar uma vaga no Senado. A renúncia dele, no entanto, não encerra o processo no Tribunal Superior Eleitoral. Com isso, Damião continua como alvo do julgamento e pode perder o mandato, caso a cassação do diploma seja confirmada. Fora do cargo, Denarium não pode mais perder o mandato, mas pode ficar inelegível por oito anos. A punição foi aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) e ainda depende de decisão final do TSE. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quarta vez que processo é suspenso Essa foi a quarta vez que o processo sobre a cassação foi suspenso no TSE. A primeira foi em 13 de agosto de 2024, quando Denarium ainda era governador, mesmo dia em que começou a ser julgado. No dia, o julgamento foi suspenso em comum acordo pelos ministros. A segunda suspensão aconteceu no dia 26 de agosto de 2025, quando a análise do processo foi retomada. Cerca de duas horas após o início da sessão, o ministro André Mendonça pediu vista. À época em que o processo iniciou, em 2024, ele já fazia parte do colegiado responsável por julga-lo. No dia 26, antes do primeiro pedido de vista, a ministra relatora Isabel Gallotti negou os recursos apresentados pelos políticos e votou a favor da cassação dos diplomas do então governador e do vice por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas. Edilson Damião e Antonio Denarium, da esquerda para a direita. Marley Lima/Ale-RR/Reprodução/Arquivo O processo foi retomado no dia 11 de novembro, quando André Mendonça concordou em cassar os mandatos. No mesmo julgamento, o ministro Nunes Marques pediu vista, o que suspendeu o julgamento até esta terça-feira (14). Denarium foi cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). A ação que o TSE retomou e suspendeu nesta terça refere-se à terceira cassação, decidida em janeiro de 2024. Denarium e Edilson recorreram da decisão estadual, o que levou o caso para julgamento no TSE. Entenda: Esse recurso tem efeito suspensivo, o que significa que a decisão de cassação não pode ser executada até que o TSE, última instância da Justiça Eleitoral, analise e decida de forma definitiva sobre o caso. LEIA TAMBÉM: 1ª cassação 2ª cassação 3ª cassação (esta é a que iniciou o julgamento e foi suspensa no TSE) 4ª cassação ➡️ No processo em julgamento no Tribunal Superior, Denarium e Damião são acusados de distribuir bens e serviços durante o ano eleitoral, repassar quase R$ 70 milhões em recursos para municípios do estado sem a observância de critérios legais e extrapolar gastos com publicidade. Caso tenha o mandato cassado, Edilson Damião pode recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso, no entanto, não tem efeito suspensivo e ele é afastado do cargo imediatamente. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima. *Essa reportagem está em atualização
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