Jornal O Globo
A quarta-feira será marcada pela virada no tempo no Sul do país, com a formação de uma frente fria que começa a avançar ainda na madrugada e ganha força ao longo do dia, enquanto o Sudeste segue sob influência de ar mais seco, com pouca nebulosidade e grande variação de temperatura. Oceanos atingiram temperaturas próximas aos recordes para o mês de março, alerta observatório Congresso argentino debate flexibilização da proteção de geleiras para promover mineração No Sudeste, o cenário mantém a estabilidade observada no dia anterior. O tempo fica firme no Rio, em São Paulo e na maior parte de Minas Gerais, com céu variando entre claro e parcialmente nublado ao longo do dia. As manhãs seguem mais amenas, com mínimas entre 15°C e 20°C, e as tardes voltam a esquentar, com máximas próximas dos 26°C a 29°C. Há chance de pancadas isoladas, principalmente em pontos de Minas, mas de forma irregular e sem volumes significativos. A combinação de céu mais aberto e ar seco favorece a formação de nevoeiro nas primeiras horas do dia. — A tendência é de pouca nebulosidade e, por isso, a amplitude térmica fica mais evidente, com aquecimento durante o dia e resfriamento à noite e na madrugada — disse a meteorologista Andrea Ramos. No Sul, a mudança no tempo é o principal destaque. A frente fria começa a se organizar entre o fim da terça-feira e a madrugada de quarta, inicialmente como um cavado, avançando pelo Rio Grande do Sul. O sistema provoca pancadas mais intensas, com trovoadas e rajadas de vento, especialmente nas áreas mais a oeste do estado, e depois avança para outras regiões ao longo do dia. — Essa frente fria chega associada a instabilidades, com possibilidade de temporais, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul. É uma configuração típica de outono — afirmou Andrea Ramos. O sistema também influencia áreas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul, onde o calor e a entrada de umidade aumentam o risco de instabilidades mais fortes, com possibilidade de granizo em pontos isolados. No Centro-Oeste, o tempo segue quente, com máximas acima dos 30°C em vários estados. A aproximação da instabilidade no Mato Grosso do Sul favorece pancadas localizadas, enquanto Goiás e Mato Grosso permanecem com variação de nuvens e poucas ocorrências de chuva. No Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém o padrão de instabilidade na faixa norte da região. Maranhão, norte do Ceará, Rio Grande do Norte, além do Pará e Amapá, seguem com condições para volumes elevados ao longo do dia. — A faixa norte continua com muita umidade e favorecendo chuvas mais persistentes, principalmente entre Maranhão e Amapá — disse a meteorologista. Na Região Norte, a instabilidade permanece mais organizada, com pancadas frequentes e, em alguns pontos, mais intensas, especialmente no Amazonas, Pará, Amapá e Tocantins. O calor e a umidade continuam sendo os principais motores das áreas de instabilidade.
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