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Cão Orelha: MP entra com ação de improbidade contra ex-delegado-geral da Polícia Civil de SC
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Cão Orelha: MP entra com ação de improbidade contra ex-delegado-geral da Polícia Civil de SC

Ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina Ulisses Gabriel Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou com uma ação civil pública contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil do estado Ulisses Gabriel. O processo é de improbidade administrativa com indenização por dano moral coletivo em relação a atuação dele no caso do cão Orelha, animal comunitário que morreu no início de janeiro em Florianópolis. O processo está em sigilo. Ao g1, Gabriel afirmou que ainda não foi comunicado formalmente e que, assim que tiver acesso completo aos autos, apresentará uma manifestação técnica pelos meios adequados (leia nota na íntegra ao final da matéria). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Indiciado por suposta coação de porteiro no caso Cão Orelha morre em Florianópolis A 40ª Promotoria de Justiça da Capital foi quem entrou com a ação civil pública, na 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, na segunda-feira (13). A informação foi divulgada pelo MPSC na terça (14). Por causa do sigilo, o Ministério Público não divulgou mais informações sobre a ação. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais Inquérito foi aberto para investigar conduta de ex-delegado-geral no caso Cão Orelha Em março, o MPSC abriu um inquérito para apurar a conduta de Ulisses Gabriel por suspeitas de irregularidades no caso da investigação de maus-tratos ao cão comunitário Orelha, morto após sofrer agressões em janeiro. Conforme a promotoria, o objetivo do procedimento é apurar se o ex-delegado-geral, na condução e coordenação das investigações do caso, teria ou não cometido as seguintes condutas: crime de abuso de autoridade, crime de violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa. Como está o caso Orelha atualmente? Orelha vivia na região da Praia Brava, área turística da capital. De acordo com investigação da Polícia Civil, ele teria sido agredido no dia 4 de janeiro, encontrado por moradores um dia depois, e levado ao veterinário, onde não resistiu aos ferimentos. Veja abaixo como está o caso atualmente: O Ministério Público de Santa Catarina solicitou em 9 de abril - três meses após a morte - novas diligências à Polícia Civil, mesmo após a conclusão do inquérito, apontando lacunas e inconsistências no material reunido. O pedido indica que o órgão ainda não formou posição definitiva sobre o caso, condicionando qualquer decisão à complementação das investigações. Entre as medidas, está a necessidade de aprofundar provas e possivelmente refazer análises para esclarecer contradições identificadas ao longo do inquérito. O caso segue sob apuração porque os elementos atuais não foram considerados suficientes para concluir com segurança sobre responsabilidades. Assim, a investigação permanece aberta, com novos desdobramentos dependentes das diligências solicitadas pelo Ministério Público. O que diz Ulisses "Tomei conhecimento, por meio da imprensa, da existência de ação que teria sido ajuizada em meu desfavor. Até o presente momento, não fui formalmente comunicado, tampouco tive acesso ao conteúdo do referido processo, o que me impede de realizar qualquer manifestação específica acerca de fatos ou fundamentos. Causa estranheza o fato de o procedimento tramitar sob sigilo e, ainda assim, ter sua existência divulgada publicamente antes mesmo da ciência formal da defesa, circunstância que será oportunamente analisada sob os aspectos legais cabíveis. Reafirmo meu compromisso com a legalidade, com a transparência e com o estrito cumprimento da lei, princípios que sempre nortearam minha atuação na vida pública, motivo pelo qual recebo com absoluta tranquilidade qualquer apuração, certo da lisura de minha conduta. Assim que tiver acesso integral aos autos, apresentarei manifestação técnica nos meios adequados". VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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