Jornal O Globo
Uma amiga me convidou pra almoçar, dizendo estar morrendo de saudades. Porém, durante o almoço, ela não saiu do celular. Por um lado, entendo. Ela só podia estar fora do escritório no meio da tarde porque conseguia responder às demandas remotamente. Mas por outro lado, estávamos finalmente frente a frente, depois de meses. Será que não é possível deixar o aparelhinho de lado por um par de horas? Aos poucos, fui reparando que ela sequer queria pegar no aparelho, mas o impulso do movimento era mais forte. Uma espécie de cocaína digital a que se recorre mesmo sem vontade. Adotei uma estratégia: toda vez que ela não resistia e pegava no celular, eu parava de falar. Deixei a frase pelo meio algumas vezes. Só assim foi caindo a ficha dela também: está totalmente viciada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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