Jornal O Globo
Chegam às salas dois filmes nacionais: "O advogado de Deus", estrelado por Nicolas Prattes, do mesmo diretor de "Nosso lar"; e "Rio de sangue", thriller policial amazônico com Giovanna Antonelli e Alice Wegmann. Angelina Jolie também volta às telonas com "Vidas entrelaçadas", que explora o universo da moda. Estreiam ainda o terror "Maldição da múmia", dirigido por Lee Cronin e o francês "Caso 137", baseado em uma história real. Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta quinta-feira (2) e os que seguem em cartaz. Veja a lista completa: 'Vingadores', 'A odisseia', 'O diabo veste Prada 2' e mais: 26 filmes mais esperados de 2026 É Tudo Verdade: festival gratuito de documentários exibe 75 filmes, de longas sobre guerras a retratos de personalidades como Bowie e Alceu Valença As estreias da semana (16 a 22 de abril) ‘O advogado de Deus’ Baseado em romance espírita, o filme de Wagner de Assis segue um advogado que se envolve em um caso com uma história mal resolvida em vidas passadas. Com Nicolas Prattes, Beth Goulart e Lorena Comparato. ‘Caso 137’ Inspirado em uma história real, este thriller policial francês acompanha Stéphanie (Léa Drucker), policial do departamento de assuntos internos, responsável pelo caso de um jovem ferido por bala de borracha durante os protestos dos Coletes Amarelos. Direção de Dominik Moll. 'O estrangeiro' A sempre atual DR literatura-cinema ganha caso de peso: “O estrangeiro”, de Albert Camus, clássico de 1942 que chega às telas sob direção de François Ozon, co-autor do roteiro. Não se pode acusar o expoente do cinema francês de infidelidade. Longe disso. Talvez o oposto — a ousadia de transcrever, quase que palavra por palavra, atmosfera, causas e consequências de um crime cometido por um francês branco na Argélia nos anos 1930. O texto irônico e com estocadas sobre o absurdo da existência, ganha representação correta (Visconti tampouco foi longe em 1967, com Marcello Mastroianni no papel principal). Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Maldição da Múmia’ Nesta releitura de terror do diretor Lee Cronin (“A morte do demônio: a ascensão”), uma família se depara com uma múmia ancestral, desencadeando uma aventura sobrenatural. Com Jack Reynor, Natalie Grace e Laia Costa. ‘Pinóquio’ Adaptação russa em live-action do clássico consagrado pela animação de 1940 da Disney. Com direção de Igor Voloshin e roteiro de Aksinya Borisova, Alina Tyazhlova e Andrey Zolotarev. ‘Rio de sangue’ Estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann, este thriller policial gravado no Pará acompanha uma policial jurada de morte em São Paulo (Antonelli) que precisa resgatar a filha, médica em missão humanitária sequestrada por garimpeiros ilegais. Dirigido por Gustavo Bonafé. 'Vidas entrelaçadas' O mundo da moda projeta glamour, beleza e perfeição. Mas quem conhece os bastidores sabe que se trata de um espaço de muita frustração, sacrifício, competição e pressão. “Vidas entrelaçadas”, da francesa Alice Winocour (vencedora do César de melhor roteiro original com “Cinco graças”, de 2015, dirigido por Denis Gamze Ergüven), apenas arranha essa superfície. Angelina Jolie interpreta Maxine, cineasta contratada para fazer o curta-metragem de abertura de um desfile. Quando chega a Paris, descobre estar com um câncer. Bonequinho olha: leia a crítica completa. Initial plugin text Relançamento ‘Betty Blue’. Cult dos anos 1980, o filme volta aos cinemas em versão remasterizada para comemorar seus 40 anos. Dirigido pelo francês Jean-Jacques Beineix, o longa acompanha a intensa relação de um aspirante a escritor (Jean-Hugues Anglade) e sua namorada, a impulsiva Betty (Béatrice Dalle). ‘Crepúsculo - Lua nova’. Reexibição do segundo filme da saga vampiresca estrelada por Kristen Stewart e Robert Pattinson. Na trama, Bella (Stewart) se aproxima do lobisomem Jacob (Taylor Lautner). Cena de 'Crepúsculo - Lua nova' Divulgação Extra ‘BTS World Tour Arirang in Goyang: live viewing’. Transmissão ao vivo do show do grupo de k-pop BTS em Goyang, na Coreia do Sul, pela turnê 'Arirang', que acompanha o quinto álbum de estúdio da banda. Sessões sábado. ‘Brasil História’. A mostra do Arte Sesc, no Flamengo, traz títulos para ajudar a “desvendar o que não foi descoberto” na História do país. Nesta semana, exibição de "Malês" (15h30), dirigido por Antonio Pitanga. Grátis. Rua Marquês de Abrantes 99. Até 25 de abril. Camila Pitanga em cena como Sabina no filme "Malês" Divulgação / Vantoen Pereira Jr. É Tudo Verdade. Com 75 filmes de 25 países e todas as sessões gratuitas, o festival internacional de documentário chega à 31ª edição. Com co-curadoria do diretor-fundador Amir Labaki, a programação ocupa três salas do Estação NET Rio. A programação inclui longas, médias e curtas-metragens brasileiros e internacionais. A programação completa está disponível no site oficial do festival. Até 19 de abril. ‘Orlando Senna – Cinema, Brasil e América Latina’. A partir de terça, a Caixa Cultural, no Centro, recebe a mostra em homenagem ao cineasta, escritor e jornalista, responsável por “Iracema - uma transa amazônica” (dia 25, 15h). Além de filmes dirigidos por Senna, serão exibidas produções realizadas a partir de seus roteiros, docs e um curta, e, para completar, uma exposição afetiva sobre a trajetória do cineasta e de Conceição Senna. Entre os destaques, “O rei da noite” (dia 23, 14h) e “Longe do paraíso” (dia 28, 16h). Rua do Passeio 38, Centro. Até 10 de maio. Cena de "Iracema - uma transa amazônica' Divulgação Initial plugin text Filmes que seguem em cartaz ‘Cara de um, focinho de outro’ Na nova animação da Disney, uma jovem amante dos animais transfere sua consciência para um castor robótico. Infiltrada no mundo animal, ela se une aos bichos para uma aventura inesperada. Na versão brasileira, conta com dublagem de Renata Sorrah. Dirigido por Daniel Chong. 'Cinco tipos de medo' O filme de Bruno Bini não se destaca pela originalidade. A estrutura do roteiro é parecida com a encontrada em outras produções que apresentam tramas engenhosas por meio de idas e vindas no tempo e de lacunas que vão sendo preenchidas e explicadas ao longo da projeção. Também do mesmo modo que em algumas realizações, Bini utiliza um contexto social trágico como matéria-prima para a concepção de um thriller eletrizante. Mas, apesar de não se impor pela inovação, o resultado é competente. Não por acaso, saiu do Festival de Gramado com os Kikitos de melhor filme, ator coadjuvante (Xamã), roteiro e montagem (ambos assinados por Bini). Bonequinho aplaude: leia a crítica. Xamã e Bella Campos em cena de "Cinco tipos de medo" Divulgação ‘A conspiração Condor’ Ambientado nos anos 1970, o thriller político dirigido por André Sturm traz Mel Lisboa como uma jornalista que começa a investigar as mortes, no mesmo ano, dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart durante a ditadura militar. Dan Stulbach e Maria Manoella completam o elenco, com participação de Pedro Bial 'A cronologia da água' O longa de estreia na direção de Kristen Stewart (que ficou conhecida pela saga “Crepúsculo”) é radical: ou o espectador mergulha fundo na trama e prende o fôlego até o fim, ou abandona o excesso de H²O no primeiro capítulo. Seu tema é recorrente, principalmente sob a direção de mulheres, que, finalmente, extravasam a violência sexual sofrida por crianças e jovens. Vítimas de homens, maridos, pais. Sim, pais. Supostamente feitos para “cuidar”, usam e abusam de suas meninas, de forma criminosa. O longa é inspirado na autobiografia da escritora estadunidense Lidia Yuknavitch, coautora do roteiro com Kristen, que merece aplausos pela ousadia da forma turva ou cristalina de representar uma jovem violentada, desde sempre, pelo pai em cenário familiar desestruturado. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Cena de 'A cronologia da água', estreia de Kristen Stewart na direção Divulgação ‘(Des)controle’ Carolina Dieckmann interpreta Kátia Klein, uma escritora bem-sucedida que vê a vida sair do eixo diante das pressões da carreira, do casamento, dos filhos e dos pais. Sóbria há 15 anos e em busca de alívio, passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total. Dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, com Caco Ciocler, Júlia Rabello, Irene Ravache e Daniel Filho no elenco. 'Devoradores de estrelas' Histórias envolvendo heróis relutantes enviados ao espaço sideral para salvar o planeta de uma ameaça misteriosa têm se provado uma das fontes de diversão mais confiáveis do cinema moderno. Além de inspirado em um best-seller, “Devoradores de estrelas” conta com o aval de astros consagrados, como Ryan Gosling (“Barbie”) e Sandra Hüller (“Anatomia de uma queda”, “Zona de interesse”). O azar do novo filme da dupla Christopher Miller e Phil Lord (a mesma de “Uma aventura Lego”, de 2014) foi transformar o livro homônimo de Andy Weir (o mesmo de “Perdido em Marte”) em argumento para um entretenimento “para toda a família”, o que, em geral, serve de desculpa para uma trama tímida, sentimental e sem imaginação. Bonequinho olha: leia a crítica. 'Devoradores de estrelas', ficção científica com Ryan Gosling Divulgação 'O diário da Pilar na Amazônia' Baseado na série de livros infantis de Flávia Lins e Silva, o filme acompanha Pilar (Lina Flor), uma menina que viaja para a Amazônia com uma rede mágica herdada pelo avô e se junta à ribeirinha Maiara e a seres folclóricos para ajudar a comunidade e impedir o desmatamento. Com direção de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put. 'O drama' Convidativo para quem curtiu o caos do argentino “Relatos selvagens” (2014), o americano “O drama” é uma comédia romântica de humor negro com os queridinhos Zendaya e Robert Pattison como protagonistas. Seus personagens engatam um namoro após uma cantada meio sem jeito num café e, poucos anos depois, se veem na preparação da festa de casamento. Parece uma linda história de amor, mas “O drama” capricha nas engrenagens de roteiro para bagunçar o enredo: tem reviravolta, conflito, clímax e desfecho, tudo isso bem marcado na tela como se ensina nos cursos de construção narrativa clássica. Bonequinho olha: leia a crítica completa. Robert Pattinson e Zendaya em 'O drama' Divulgação A24 ‘Os estranhos: capítulo final’ A saga de terror chega ao fim quando Maya (Madelaine Petsch) precisa enfrentar os assassinos mascarados em um acerto de contas brutal. Dirigido por Renny Harlin. 'A graça' O diretor italiano Paolo Sorrentino não é chegado ao minimalismo. Mas a margem de erro é mínima ao lado de Toni Servillo, um dos grandes atores da atualidade. Juntos, pela sétima vez em “A graça”, criador (também roteirista) e criatura (Prêmio Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza 2025) unem forças em obra primorosa. Afinal, o que se passa na cabeça de um presidente a seis meses da aposentadoria? Armar novas alianças, tecer intrigas, derrubar uns e outros? Ficar no poder, custe o que custar? Não, nada disso. Mariano de Santis, o presidente italiano fictício, pensa. Delibera. E cultiva a ambição de chegar a um acordo consigo mesmo, fiel à Justiça, à Ética, aos filhos. Bonequinho aplaude: leia a crítica. 'A graça', de Paolo Sorrentino Divulgação 'O mago do Kremlin' Não espere entender a Rússia de Vladimir Putin em duas horas e meia de cinema, mas “O mago do Kremlin” se esforça para chegar lá. Dirigido pelo francês Olivier Assayas, baseado no romance homônimo do italiano Giuliano da Empoli e com todo mundo falando inglês em Moscou como se aquilo ali fosse Miami, o filme atravessa três décadas de Rússia para tentar explicar como o movimento que dissolveu o regime soviético nos anos 1990 acabou dando a Putin um poder e uma longevidade que poucos líderes tiveram no mundo moderno. Bonequinho olha: leia a crítica. Jude Law e Paul Dano em "O Mago do Kremlin" Divulgação/ Carole Bethuel ‘Missão refúgio’ Jason Statham estrela este thriller de ação como um ex-assassino de aluguel que se refugia em uma ilha remota para tentar mudar de vida. Tudo muda quando ele salva uma menina durante uma tempestade, colocando os dois na mira de inimigos. Direção de Ric Roman Waugh, com Naomi Ackie e Bill Nighy no elenco. ‘The mortuary assistant’ Terror baseado no jogo homônimo, acompanha Rebecca Owens, uma recém-formada em ciências mortuárias que aceita um emprego noturno em uma funerária e precisa enfrentar forças sobrenaturais. ‘A mulher mais rica do mundo’ Nesta comédia livremente inspirada em Françoise Bettencourt-Meyers, herdeira do império L’Oréal, Isabelle Huppert interpreta uma idosa muito rica que doa milhões de euros a um artista gay mais jovem com quem tem um relacionamento próximo. Quando sua filha descobre, ela precisa lidar com segredos de família e escândalos. Direção de Thierry Klifa. 'Nuremberg' O julgamento mais emblemático do século XX foi transformado num teatro hollywoodiano digno de Sessão da Tarde. E nada contra histórias sérias com roupagem pop. Mas a pergunta básica que um crítico sempre se faz é se o tema de um filme se encaixa no estilo. É aí que “Nuremberg” derrapa. Há um descompasso entre a atuação de [Rami] Malek e a de [Russell] Crowe. O primeiro está sempre um tom acima, com expressões exageradas e muitos trejeitos, tudo isso amplificado por uma direção que pesa a mão na montagem e nos efeitos sonoros. Bonequinho dorme: leia a crítica completa. 'Nuremberg', com Rami Malek e Russell Crowe Divulgação 'Pai mãe irmã irmão' Jim Jarmush, muso do cinema independente dos anos 1980, hoje um senhor de 73 anos, já se envolveu com vampiros e zumbis ( “Amantes eternos”, “Os mortos não morrem”), solitários urbanos (“Paterson”), entre outras tribos. Sua última investida é bem mais família — “Pai Mãe Irmã Irmão”, Leão de Ouro no último Festival de Veneza. Jarmush, também roteirista e co-autor da trilha musical, oferece obra com fotografia requintada, grife Yves Saint Laurent no vestuário e elenco afiadíssimo que fala pouco, mas diz muito. Família, sob a batuta de Jarmush, não é para principiantes. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘Pânico 7’ O icônico vilão Ghostface ressurge para assombrar a vida de Sidney Prescott (Neve Campbell) novamente, quando sua filha se torna alvo do assassino. No elenco, outros atores do filme original, como Courteney Cox e David Arquette. Dirigido por Kevin Williamson. 'Ruas da Glória' Felipe Sholl destaca o Rio de Janeiro da vida boêmia nos bares e boates, da prática da prostituição nas ruas e do sopro revigorante da praia. As imagens de alguns desses espaços são, de certo modo, documentadas pelos próprios personagens. Já o público tem acesso mais amplo a uma cidade noturna, repleta de corpos que oscilam entre os extremos de prazer e sofrimento. Bonequinho olha: leia a crítica completa. Cena de 'Ruas da Glória', de Felipe Sholl Divulgação Initial plugin text ‘Super Mario Galaxy: o filme’ Depois de salvar o mundo, Mario e seus amigos precisam juntar forças novamente para combater Wario e Bowser Jr. Direção de Aaron Horvat e Michael Jelenic. ‘Uma segunda chance’ Na nova adaptação da obra de Colleen Hoover, uma mulher (Maika Monroe) retorna à cidade natal após passar sete anos presa, determinada a reconstruir a própria vida e se reaproximar da filha pequena. Dirigido por Vanessa Caswill. 'Velhos bandidos' O investimento num elenco formado majoritariamente por artistas idosos é louvável. Em “Velhos bandidos”, filme de Claudio Torres, Fernanda Montenegro e Ary Fontoura interpretam Marta e Rodolfo, casal envolvido num roubo a banco. Dividem o protagonismo com Vladimir Brichta e Bruna Marquezine, que fazem uma dupla de assaltantes, Sid e Nancy. As ótimas intenções, porém, superam o resultado devido à fragilidade do roteiro (de Torres, Fabio Mendes e Renan Flumian). Apesar das restrições, retoma a parceria entre Fernanda Montenegro e Claudio Torres, mãe e filho artisticamente unidos pelo cinema. Bonequinho olha: leia a crítica. Fernanda Montenegro, Vladimir Brichta, Bruna Marquezine e Ary Fontoura em cena de "Velhos bandidos", de Claudio Torres Divulgação Initial plugin text
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