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Celulite muda ao longo da vida: o que está por trás dessas mudanças no corpo feminino | Collector
Celulite muda ao longo da vida: o que está por trás dessas mudanças no corpo feminino
Jornal O Globo

Celulite muda ao longo da vida: o que está por trás dessas mudanças no corpo feminino

A celulite pode até parecer a mesma, mas o corpo não responde de forma idêntica ao longo dos anos, o que influencia sua forma de manifestação. Para muitas mulheres, essa percepção vem acompanhada da impressão de que o organismo já não reage como antes, mesmo com a manutenção dos mesmos hábitos. Da adolescência à menopausa, as variações hormonais influenciam o surgimento, a intensidade e as regiões em que os "furinhos" se tornam mais visíveis. Veja: O que Kim Kardashian, Jennifer Lawrence e outras famosas já disseram sobre suas próprias celulites Confira: Celulite incomoda mais na foto do que no espelho, e isso tem explicação O chamado "bumbum da menopausa" é um termo que passou a circular para descrever mudanças na região dos glúteos nessa fase, como perda de volume, redução da firmeza e alteração do contorno. Com a queda do estrogênio, há redistribuição de gordura e diminuição da produção de colágeno, o que afeta a sustentação da pele e pode resultar em aspecto mais flácido e menos definido. Nesse período, muitas mulheres observam mudanças corporais mesmo sem alterações significativas na rotina. Na adolescência, a celulite costuma surgir pela primeira vez, acompanhando as mudanças hormonais e o desenvolvimento do corpo feminino. É quando a gordura passa a se concentrar com mais facilidade em áreas como coxas e glúteos, e as primeiras irregularidades da pele se tornam visíveis. "É o início de um processo natural. Mesmo sendo mais discreta, já indica como esse padrão pode evoluir ao longo dos anos", afirma o médico Chris Lima. Na fase adulta, o quadro tende a se tornar mais evidente e pode variar ao longo do ciclo menstrual. Alterações hormonais, retenção de líquido, uso de anticoncepcionais e fatores relacionados ao estilo de vida influenciam a aparência da pele. "O corpo responde de forma mais sensível a essas variações, por isso a celulite pode parecer mais intensa em alguns momentos e mais leve em outros", diz. Durante a gravidez e o pós-parto, a celulite tende a se intensificar devido à retenção de líquidos, às mudanças na circulação e às transformações hormonais. Já na menopausa, a queda do estrogênio compromete a firmeza da pele e modifica a distribuição de gordura, o que pode tornar os "furinhos" mais aparentes. Ao longo da vida, o corpo passa por mudanças fisiológicas, e a celulite acompanha essas alterações. Para o especialista, compreender essas variações contribui para a forma como o tema é percebido. "Na menopausa, o corpo muda, e isso não é falha pessoal. Quando a mulher entende o que está acontecendo, ela passa a tomar decisões mais conscientes. O processo envolve mudanças naturais do organismo ao longo do tempo", conclui.

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