Jornal O Globo
Dirigentes da Federação Palestina de Futebol (PFA, na sigla em inglês) tiveram pedidos de visto negados pelo Canadá às vésperas do Congresso anual da Fifa, marcado para 30 de abril, em Vancouver. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian. Entre os barrados está o presidente da entidade, Jibril Rajoub. Datafolha: Maioria dos brasileiros defende Neymar na Copa 'Irã virá, sem dúvidas', à Copa do Mundo, diz presidente da Fifa: 'Representa o seu povo' Segundo a publicação, outros dois integrantes da delegação palestina também foram impedidos de entrar no país: o secretário-geral da federação e o chefe do departamento jurídico. Após as recusas, a PFA solicitou à Fifa que intercedesse junto às autoridades migratórias canadenses. O encontro em Vancouver reúne associações nacionais filiadas à Fifa e é tratado por dirigentes esportivos como uma abertura informal da Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Os palestinos pretendiam usar o congresso para retomar a discussão sobre clubes israelenses que disputam competições em áreas da Cisjordânia consideradas território palestino ocupado pela PFA. Em 2024, a federação palestina levou o tema à Fifa, que se comprometeu a analisar a denúncia. O relatório final, publicado em março deste ano, concluiu que a entidade não tomaria medidas. A Fifa argumentou que o status legal definitivo da Cisjordânia segue indefinido e envolve questão complexa sob o direito internacional público. Em nota ao The Guardian, um porta-voz do órgão canadense de imigração, refugiados e cidadania afirmou que não comenta casos individuais, mas informou que os pedidos são analisados individualmente, com base nas informações apresentadas, e que todos os requerentes precisam cumprir critérios de elegibilidade e admissibilidade, independentemente da nacionalidade. A negativa ocorre em meio a preocupações mais amplas sobre acesso à Copa do Mundo de 2026. Segundo o jornal britânico, restrições migratórias já atingem países classificados ou em disputa por vaga, como Haiti, Irã, Costa do Marfim e Senegal. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado que não haverá prejuízos para seleções ou torcedores durante o torneio. — É importante esclarecer isso. Há muitos equívocos circulando. Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos para a Copa do Mundo da Fifa no próximo ano. Estamos trabalhando exatamente para isso — disse Infantino. A Fifa foi procurada pelo jornal britânico para comentar o caso.
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