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Bloqueio em Ormuz: EUA vão perseguir navios ligados ao Irã além do Oriente Médio, diz general
Jornal O Globo

Bloqueio em Ormuz: EUA vão perseguir navios ligados ao Irã além do Oriente Médio, diz general

O chefe do Estado-maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, disse nesta quinta-feira que o bloqueio imposto pela Marinha americana a portos iranianos se aplica "a todos os navios, independentemente de sua nacionalidade", alertando que atividades de interceptação relacionadas ao descumprimento do bloqueio podem se expandir para muito além do Estreito de Ormuz. A declaração da liderança militar americana foi feita durante uma coletiva de imprensa no Pentágono, em que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio permaneceria "pelo tempo que for necessário", um dia após o Irã ameaçar bloquear rotas marítimas no Mar Vermelho, caso Washington continue a interferir na navegação local. Tensão no Oriente Médio: Irã ameaça bloquear Mar Vermelho em resposta a operação dos EUA para impedir uso de portos do país Crise regional: Trump anuncia diálogo entre Israel e Líbano; Gabinete israelense confirma, mas governo libanês diz não estar 'ciente' — Se não respeitarem esse bloqueio, faremos uso da força — afirmou Caine na coletiva de imprensa, ponderando que nenhuma embarcação precisou ser abordada fisicamente. — Até o momento, 13 navios tomaram a sábia decisão de dar meia-volta. Initial plugin text O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) emitiu um comunicado na noite de terça-feira, indicando que o bloqueio aos portos iranianos anunciado por Donald Trump no fim de semana já estava em "plena aplicação". As autoridades americanas afirmam que nenhum navio cruzou a via naval desde o início do bloqueio — embora observadores internacionais tenham apontado o aumento no uso de táticas por embarcações civis para escapar da fiscalização. Analistas militares apontaram ao longo da semana que o bloqueio anunciado pelos EUA não se tratava de uma "barreira física" aos navios de Ormuz, alertando de que os meios militares americanos podem nem sequer estar nas águas de Ormuz ou do Golfo Pérsico. As capacidades militares destacadas para o Oriente Médio, porém, são mais do que suficientes para localizar, identificar, perseguir e interceptar qualquer embarcação civil — principalmente grandes navios-cargueiros e petroleiros. Caine indicou que mais recursos poderiam ser empregados para garantir a efetividade da medida. — [Forças militares americanas, incluindo na região do Indo-Pacífico] perseguirão ativamente qualquer embarcação com bandeira iraniana ou qualquer embarcação que tente fornecer apoio material ao Irã — afirmou Caine no Pentágono, indicando uma ampliação territorial para aplicação do bloqueio. Pressão americana em Ormuz: Bloqueio dos EUA aumenta as tensões no Oriente Médio Arte/ O GLOBO Investigação: Irã usou dados de satélite-espião comprado de empresa chinesa para atacar bases dos EUA em março, diz jornal A medida anunciada pelo presidente americano no fim de semana foi amplamente apontada como uma estratégia de Washington para sufocar financeiramente Teerã, cuja economia é extremamente dependente das exportações de petróleo, e de pressionar a China, que em meio ao aumento dos preços internacionais de combustíveis diante da instabilidade criada pela guerra, beneficiava-se das boas relações com o Irã para garantir alguma regularidade no abastecimento via Ormuz. Trump mencionou a China em declarações recentes relacionadas à guerra no Oriente Médio, e chegou a ameaçar Pequim com uma taxação extra de 50% sobre produtos chineses, se o país enviasse armas para o Irã. Autoridades chinesas rejeitaram versões sobre o envio de equipamento bélico para Teerã, algo mencionado por Hegseth no Pentágono nesta quinta. — A China nos garantiu que isso de fato não vai acontecer — afirmou Hegseth ao ser questionado por repórteres, mencionando uma ligação direta entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping. 'Piratas de Ormuz': Com memes e IA, humor vira arma de guerra viralizada de embaixadas do Irã para zombar e ironizar Trump Ainda de acordo com o secretário de Defesa, as forças americanas estão prontas para retomar as ações militares imediatamente, se necessário, e afirmou que centrais elétricas do Irã estariam entre os alvos a serem atacados imediatamente — o que poderia configurar um crime de guerra, segundo as regras de direito internacional, que antes do cessar-fogo de duas semanas autoridades americanas disseram não temer descumprir. Hegseth recomendou ao Irã "aceitar a proposta" já enviada pelos EUA. A janela para a diplomacia ainda permanece aberta por meio da mediação do Paquistão, que apesar das negociações frustradas realizadas em Islamabad, segue oferecendo um canal diplomático para os rivais. O chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, se reuniu com o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador da nação persa nas tratativas diplomáticas, Mohammad Bagher Ghalibaf, nesta quinta-feira, em um esforço para realizar uma segunda rodada de negociações presenciais. Enquanto a incerteza permeia o campo diplomático, o tráfego no Estreito de Ormuz permanece muito limitado, segundo empresas de monitoramento de dados marítimos. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, administrado pela Marinha Real Britânica, apontou que o nível de ameaça à segurança na rota naval por onde passava 20% do petróleo e gás natural do mundo antes do conflito permanece "crítico". (Com NYT e AFP)

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