Revista Oeste
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Superior Tribunal de Justiça a condenação da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago e do juiz Sérgio Humberto Sampaio. A acusação aponta recebimento de propina para favorecer partes em disputa de terras. O caso integra a Operação Faroeste e corresponde à primeira ação penal derivada da investigação. + Mais notícias de Política em Oeste Segundo a PGR, os pagamentos incluíram cheques, depósitos em dinheiro, um relógio Rolex e despesas de até R$ 1,5 milhão em um restaurante japonês em Salvador . Pagamentos e provas reunidas Nas alegações finais, a subprocuradora-geral Luiza Frischeisen afirmou que há “provas robustas” para a condenação dos dois magistrados. A acusação sustenta que o operador Adailton Maturino, apontado como falso cônsul da Guiné-Bissau, e sua mulher, Geciane Maturino, atuaram na entrega de vantagens indevidas. A PGR entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal para condenação de desembargadora e juíz | Foto: Gustavo Moreno/STF De acordo com a investigação, a desembargadora simulou empréstimos com familiares, que chegaram a R$ 480 mil, para ocultar pagamentos feitos por Maturino. A PGR também afirma que valores em dinheiro vivo financiaram a compra de um imóvel, com parcela de R$ 275 mil. A Polícia Federal identificou ainda a compra de um relógio Rolex, avaliado em cerca de R$ 120 mil, que teria sido entregue à magistrada. O item acabou apreendido durante a investigação. + Leia também: " Lula inicia viagem com 15 ministros à Europa " Outro ponto envolve despesas em um restaurante japonês em Salvador. Segundo a PGR, Maturino organizava encontros de magistrados no local e assumia os custos. As despesas no estabelecimento chegaram a R$ 1,5 milhão. O maître do restaurante afirmou em depoimento que o operador avisava sobre a chegada de convidados e solicitava reservas. Ele também relatou pedidos frequentes de entrega na residência da desembargadora. https://www.youtube.com/watch?v=Csz4DayQ_5o A PGR pediu a absolvição do advogado Márcio Duarte Miranda, ex-genro da desembargadora. A investigação não encontrou provas de que ele atuou como operador financeiro. A defesa de Maria do Socorro afirma que não houve comprovação de crime e questiona a inclusão de novos fatos nas alegações finais. A defesa do juiz não se manifestou. O post PGR pede condenação de desembargadora e juiz por suspeita de propina apareceu primeiro em Revista Oeste .
Go to News Site