Jornal O Globo
O acordo de cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano prevê suspensão de operações ofensivas, mediação dos EUA e medidas do governo libanês para conter o Hezbollah. A trégua, anunciada por Washington, tem início previsto para esta quinta-feira e pretende abrir caminho para "negociações de boa-fé rumo a um acordo permanente de segurança e paz” entre os dois países, segundo o Departamento de Estado americano. Respeito à trégua: Hezbollah vai respeitar cessar-fogo entre Israel e Líbano, diz parlamentar ligado ao movimento libanês Presidente do Líbano: Joseph Aoun se nega a conversar por telefone com Netanyahu, diz fonte De acordo com o comunicado divulgado pelos EUA, durante o período inicial, Israel manterá o direito à autodefesa diante de ameaças iminentes ou em curso, mas se compromete a não realizar ações militares ofensivas contra alvos libaneses por terra, ar ou mar. O governo do Líbano, por sua vez, deverá adotar “medidas significativas” para impedir ataques do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, contra Israel. O acordo também reforça que apenas as forças oficiais de segurança libanesas estão autorizadas a portar armas no país, em linha com uma antiga exigência israelense pelo desarmamento do grupo. Initial plugin text De acordo com o documento divulgado, Israel e Líbano solicitaram ainda que os EUA atuem como mediadores de novas negociações diretas, com o objetivo de resolver questões pendentes, como a delimitação de fronteiras e a construção de um acordo de paz duradouro. Até o momento, não houve confirmação pública desse pedido por parte dos dois países. A trégua poderá ser estendida mediante consentimento mútuo, desde que o Líbano demonstre capacidade de exercer sua soberania no território. O governo libanês enfrenta dificuldades históricas para conter o Hezbollah, frequentemente considerado mais poderoso do que as próprias forças armadas nacionais. O que o acordo prevê Início imediato: cessação das hostilidades a partir de 16 de abril, às 17h (horário de Washington), meia-noite no horário local; Duração inicial: 10 dias, com possibilidade de extensão caso haja avanços nas negociações; Atuação de Israel: o país mantém o direito à autodefesa, mas suspende operações ofensivas contra alvos no Líbano; Responsabilidades do Líbano: deve agir para impedir ataques do Hezbollah e de outros grupos armados não estatais; Segurança interna: apenas forças oficiais libanesas poderão portar armas no país; Mediação dos EUA: Washington irá facilitar negociações diretas entre Israel e Líbano.
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