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Copasa é indiciada por crime ambiental após vazamento de esgoto em Araxá A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações sobre um caso de poluição ambiental em Araxá e indiciou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por crime ambiental em área de preservação permanente (APP). O inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça, que deverá dar prosseguimento ao caso. O g1 entrou em contato com a Copasa que por meio de nota, informou que atua com rigoroso respeito à legislação ambiental e que está à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos técnicos necessários e colaborar com as investigações. Leia a nota na íntegra no final da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Vazamento de esgoto Segundo a Delegacia Especializada do Meio Ambiente, a apuração teve início após o registro de um vazamento de esgoto nas proximidades da avenida Jorge Akel. De acordo com as investigações, o problema foi causado pelo extravasamento de uma adutora sob responsabilidade da empresa. Após a constatação da ocorrência, foram realizadas diligências e solicitada perícia técnica no local para avaliar a extensão dos danos ambientais. Os laudos periciais confirmaram a contaminação do solo permeável e também de um curso d’água da região, caracterizando poluição em área de preservação permanente. Conforme a Polícia Civil, ficou comprovada a responsabilidade da companhia pelo dano ambiental. Ainda segundo a corporação, a Copasa foi formalmente comunicada sobre o vazamento e orientada a adotar medidas imediatas para interromper o problema e reparar os danos causados ao meio ambiente. Com base nas provas reunidas, a empresa foi indiciada com fundamento no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998 e no artigo 15 da Lei nº 6.938/1981. A legislação brasileira prevê a responsabilização penal de pessoas jurídicas em casos de crimes ambientais. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará continuidade à tramitação do caso. Nota da Copasa "A Copasa informa que, tão logo recebeu a notificação da Delegacia de Meio Ambiente sobre o extravasamento na Avenida Jorge Akel, em 10/03, mobilizou equipes técnicas que realizaram a manutenção e sanaram o vazamento já no dia seguinte, 11/03. 1) Sobre as providências e obras: A Companhia esclarece que o sistema no local encontra-se operando normalmente. Após o reparo, foram realizadas inspeções técnicas complementares que confirmaram a integridade da rede. No momento, não há necessidade de obras estruturais de ampliação, uma vez que a tubulação existente é adequada à demanda da região. O foco atual é o monitoramento preventivo para garantir que novas obstruções não ocorram. 2) Sobre as atitudes tomadas: Além do reparo imediato da rede, a Copasa realizou a limpeza e desobstrução do trecho atingido. Durante a intervenção, os técnicos identificaram que o vazamento foi causado pelo descarte irregular de resíduos sólidos e materiais indevidos (como lixo e entulho) na rede coletora, além de ligações clandestinas de água de chuva, que sobrecarregam o sistema. A Companhia ressalta que, até o acionamento pelas autoridades, não havia registro de qualquer reclamação ou protocolo sobre este vazamento em seus canais oficiais de atendimento. A empresa reforça a importância de que a população utilize o sistema de forma adequada e comunique qualquer irregularidade imediatamente. A Copasa reforça ainda que atua com rigoroso respeito à legislação ambiental e que está à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos técnicos necessários e colaborar com as investigações." LEIA TAMBÉM: Panela esquecida e ligação podem ter provocado explosão que matou jovem Crianças salvas de incêndio dormiam enquanto a casa pegava fogo Pedido de casamento termina com apartamento em chamas Araxá - crime ambiental Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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