Collector
TCE libera etapas preparatórias para privatização da Copasa, mas proíbe conclusão da venda | Collector
TCE libera etapas preparatórias para privatização da Copasa, mas proíbe conclusão da venda
GloboNews

TCE libera etapas preparatórias para privatização da Copasa, mas proíbe conclusão da venda

Sistema Rio Manso, da Copasa Copasa/ Divulgação O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) autorizou, nesta quinta-feira (16), a continuidade das etapas preparatórias para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), mas proibiu a conclusão da venda antes de um pronunciamento definitivo da Corte. A decisão foi tomada no âmbito do acompanhamento instaurado pelo TCE-MG para fiscalizar a desestatização. O voto do relator, conselheiro Agostinho Patrus, foi seguido por unanimidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Com a deliberação, o Executivo estadual e a Copasa ficam autorizados a realizar estudos, avaliações e auditorias, elaborar documentos estruturantes e aprová-los internamente e até mesmo a fazer o registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a submissão à bolsa brasileira (B3). No entanto, estão vedados os atos definitivos para a privatização e a efetiva alienação do controle acionário da companhia antes de pronunciamento conclusivo do TCE-MG. A decisão determinou, ainda, que governo e Copasa comuniquem ao Tribunal, em até 48 horas, qualquer etapa relevante do processo, como a conclusão do valor de mercado da empresa e o registro na CVM. "O Tribunal não pode permitir que, a toque de caixa, de qualquer jeito, se venda o patrimônio do povo. [...] Não está liberado e não pode fazer nenhum ato que venda ações que reduza o patrimônio da Copasa, que decida sobre o futuro da companhia que, hoje, é estatal", afirmou o presidente do TCE-MG, conselheiro Durval Ângelo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relembre Em dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou de forma definitiva o projeto de lei que autoriza a privatização da Copasa. A lei foi sancionada no mesmo mês pelo ex-governador Romeu Zema (Novo). Em janeiro deste ano, o governo definiu a modalidade de privatização da companhia. Em ofício enviado à diretoria da estatal, Zema afirmou que será adotada a oferta pública de distribuição secundária de ações. Isso significa que não haverá emissão de novos títulos, e sim a venda de ações já existentes. Com esse modelo, os recursos arrecadados vão para os cofres do estado, e não para o caixa da Copasa. O valor deve ser usado para o pagamento da dívida de MG com a União ou para o cumprimento de obrigações relacionadas à renegociação do montante, estimado em R$ 183 bilhões. A Copasa cuida do abastecimento de água em 637 municípios mineiros e, em 308 deles, também fornece serviços de esgoto — os números incluem municípios atendidos pela Copanor, subsidiária responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

Go to News Site