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Secretário de Defesa dos EUA recita 'oração' de filme de Quentin Tarantino durante evento no Pentágono; Vídeo | Collector
Secretário de Defesa dos EUA recita 'oração' de filme de Quentin Tarantino durante evento no Pentágono; Vídeo
Jornal O Globo

Secretário de Defesa dos EUA recita 'oração' de filme de Quentin Tarantino durante evento no Pentágono; Vídeo

Durante uma de suas pregações religiosas no Pentágono, na quarta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, falou sobre a operação de resgate dos pilotos cuja aeronave foi abatida no Irã, e mencionou uma oração que diz ser popular entre os aviadores. Mas a prece era praticamente igual à declamada em um momento nada pacífico do filme “Pulp Fiction” do cineasta Quentin Tarantino. — Então a oração é CSAR 25:17 e diz, e orem comigo, por favor: “O caminho do aviador abatido é cercado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Bem-aventurado aquele que, em nome da camaradagem e do dever, guia o perdido pelo vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o guardião do seu irmão e o protetor das crianças perdidas — declamou Hegseth. Nova doutrina: Sob Hegseth, Departamento de Defesa dos EUA deixa civis em segundo plano para priorizar 'letalidade máxima' O trecho foi apresentado como uma versão de passagem do Livro de Ezequiel, mas na verdade era uma cópia quase exata de uma fala do personagem Jules Winnfield, o matador de aluguel interpretado por Samuel L. Jackson em “Pulp Fiction”. Secretário de Estado dos EUA 'reza' citando trecho de 'Pulp Fiction' Ao invés de um palco ou do interior de uma aeronave, Winnfield declamou sua “prece” antes de matar um homem, em uma das cenas mais emblemáticas do filme de 1994. Segundo a revista Variety, o monólogo foi adaptado não da Bíblia, mas de um trecho de um filme japonês de artes marciais — gênero marcante na obra de Tarantino — dos anos 1970, chamado “Guarda-costas Kiba”. O vídeo da fala, ao lado do trecho de “Pulp Fiction”, rapidamente ganhou as redes, mas Pentágono tentou eximir o secretário de Defesa de culpa, embora reconheça a referência à obra de Tarantino. O cineasta, que no mês passado teve que desmentir a informação de que havia morrido em um bombardeio em Israel, não se pronunciou. “O secretário Hegseth na quarta-feira compartilhou uma oração personalizada, referenciada como a oração CSAR, usada pelos bravos combatentes de Sandy-1 que lideraram a missão de resgate diurno de Dude 44 Alpha para fora do Irã, que obviamente foi inspirada pelo diálogo em Pulp Fiction”, escreveu o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, na rede social X.”Qualquer um que diga que o secretário errou na citação de Ezequiel 25:17 está vendendo notícias falsas e é ignorante da realidade.” O trecho a que se refere Parnell fala da vingança divina contra os filisteus. Dados 'excessivamente otimistas': Secretário de Defesa deu informações falsas a Trump sobre guerra com Irã, diz jornal Um dos mais vocais membros do Gabinete de Donald Trump, Pete Hegseth impõe ao Departamento da Defesa (agora renomeado Departamento da Guerra) uma visão pautada pela religiosidade extrema, pela projeção da masculinidade e pela promoção da violência no campo de combate e contra qualquer um que veja como inimigo. Inclusive a imprensa, comparada por ele aos fariseus, povo que, segundo a Bíblia, rejeitou Jesus Cristo. — Eu estava sentado na igreja e pensei: nossa imprensa é exatamente como os fariseus. Não todos vocês, não todos, mas a imprensa tradicional que odeia Trump. A animosidade política de vocês contra o presidente Trump praticamente os cega para o brilhantismo de nossos guerreiros americanos — disse Hegseth, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira. — Os fariseus examinavam cada boa ação em busca de uma violação. Ouvido pelo portal The Hill, o ex-estrategista de Trump Steve Bannon recomendou que Hegseth modere as referências religiosas, especialmente sobre questões estratégicas, como a guerra no Irã. — Tudo o que a grande mídia está cobrindo agora é o comentário inicial de Pete sobre o Evangelho de Marcos e a referência aos fariseus, o que eu acho ótimo. A questão é: quando você deve fazer isso (referências bíblicas)? Eu não faria, porque isso desvia a atenção do que é importante — disse Bannon. — Deveríamos moderar isso e focar, quando tivermos o Pentágono, no briefing militar.

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