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Tarcísio diz que empresário do funk preso pela PF com quem tirou fotos não é do seu 'círculo de amizade' | Collector
Tarcísio diz que empresário do funk preso pela PF com quem tirou fotos não é do seu 'círculo de amizade'
Jornal O Globo

Tarcísio diz que empresário do funk preso pela PF com quem tirou fotos não é do seu 'círculo de amizade'

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) comentou nesta quinta-feira (16) o fato de ter aparecido em foto ao lado do empresário do funk Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da produtora GR6 Explode, preso na Operação Narco Fluxo. O registro é de 12 de agosto do ano passado e foi feito durante um jantar na casa do cantor Latino. O caso foi revelado pela Folha de S. Paulo. A operação da Polícia Federal realizada na terça (14) revelou um esquema de lavagem de dinheiro que contaria com a atuação de MC Ryan e MC Poze do Rodo, entre outros, em um esquema de ocultação de valores que teria origem no tráfico de drogas e em casas de aposta ilegais. Ambos negam participação no esquema. Após o encontro, o empresário do funk publicou fotos em suas redes sociais com o governador de São Paulo e escreveu que o "Brasil estaria muito melhor se tivéssemos mais pessoas como Tarcísio". Questionado pela CBN sobre o assunto nesta quinta em evento no Palácio dos Bandeirantes, o governador minimizou a situação e disse que "vai a muitos jantares e tira fotos com muitas pessoas que às vezes nem sabe quem são". - Eu não pergunto para ninguém se ele está respondendo a algum crime, se tem indicador criminal quando tiro foto com alguém, quando estou no evento. Eu vou a vários jantares com várias pessoas, tiro várias fotos todos os dias e na maioria das vezes não faço a menor ideia com quem eu estou tirando fotos. Acontece essas coisas, a gente é surpreendido, lamenta. Mas não tem nada a ver. Não tenho amizade próxima, não recebo aqui em audiência, não conheço, não é do meu ciclo de amizade - disse Tarcísio. Prisão mantida A Justiça Federal de São Paulo manteve MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e demais alvos de operação da Polícia Federal em prisão temporária, após eles passarem por audiência de custódia nesta quinta-feira (16). Os artistas, assim como produtores de funk e influenciadores, são apontados como parte de um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$1,6 bilhão em 24 meses. Em nota, a Justiça Federal informou para O GLOBO que as audiências de custódia previstas no caso foram todas concluídas pela 5ª Vara Federal de Santos, ao fim desta quinta. "Ao todo, 33 investigados foram apresentados à Justiça, no âmbito das medidas diligenciadas pelas autoridades competentes", informa a Justiça. Todas as prisões temporárias foram mantidas. A única exceção foi o caso da influenciadora digital Débora Paixão, esposa do também influenciador Chrys Dias, outro alvo da operação. A Justiça determinou a prisão domiciliar para a mulher, com imposição de monitoramento eletrônico. "Demais pedidos ainda pendentes de apreciação serão analisados posteriormente, após a oitiva da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), conforme o trâmite legal", diz a Justiça, que informa também que o caso tramita "sob sigilo absoluto, com acesso restrito às partes envolvidas". A Polícia Federal prendeu também Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. Além de Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, também foi alvo o dono da produtora Love Funk, Henrique Viana. Segundo as investigações, o grupo atuava em esquemas de lavagem de capitais, com um sistema estruturado para ocultação e dissimulação de recursos. Entre os métodos identificados estão operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com ativos digitais. De acordo com a PF, o grupo se utilizava de produtoras musicais e empresas de entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais, rifas digitais e tráfico. Também recorria a processadoras de pagamento, contas de passagem, empresas de fachada e “laranjas”. Para dificultar o rastreamento, realizava centenas de transferências fracionadas — técnica conhecida como “smurfing” — e empregava criptomoedas, especialmente USDT (Tether), para remessas internacionais e ocultação patrimonial. O delegado regional de Polícia Judiciária Marcelo Maceira afirmou que a escolha de artistas e influenciadores era estratégica: a grande visibilidade e a intensa movimentação financeira facilitariam operações sem alerta imediato de sistemas de compliance bancário. O dinheiro ilícito, segundo ele, era apresentado como pagamento por publicidade, permitindo a aquisição de bens de luxo e a ostentação nas redes sociais. Em nota, a defesa de MC Ryan afirma não ter acesso ao processo, que todas as transações têm origem comprovada e que os tributos foram recolhidos. A defesa de MC Poze do Rodo declarou desconhecer os autos e informou que se manifestará após acesso ao mandado. A GR6, empresa de Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, também alvo de mandado de prisão, afirmou que as transações citadas são lícitas, formalizadas e documentadas. A defesa de Raphael Sousa sustenta que ele não integra organização criminosa e atua apenas com publicidade digital. (Karen Lemos, CBN São Paulo)

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