Revista Oeste
O presidente de Mianmar, Min Aung Hlaing, ordenou a anulação de todas as penas de morte vigentes no país nesta sexta-feira, 17. O despacho altera as condenações para prisão perpétua. Hlaing comandou o golpe de Estado em 2021 e tomou posse como presidente eleito no último dia 3 de abril. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste A junta militar havia retomado as execuções logo que assumiu o poder, quebrando um hiato de décadas sem o uso da pena capital. Organizações de direitos humanos afirmam que o regime utilizava a medida para eliminar adversários políticos. Dados da ONU indicam que o país somava mais de 130 condenados à morte um ano depois da derrubada do governo anterior. Maquiagem no regime A mudança nas sentenças ocorre com a renovação civil do governo militar. Min Aung Hlaing venceu a votação no parlamento com 429 votos no final do ano passado. Analistas internacionais enxergam o fim da pena de morte como uma tentativa superficial de melhorar a imagem do país perante o mundo. O governo militar tenta agora uma reconciliação interna com a reversão de medidas repressivas. Especialistas, porém, acreditam que as alterações não mudam a estrutura autoritária do regime. Mianmar vive sob controle dos militares desde a queda da Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi. Histórico de repressão O país mergulhou em crise profunda logo que os militares tomaram o poder em fevereiro de 2021. A junta perseguiu dissidentes e endureceu as leis penais para sufocar protestos. A anulação das mortes marcadas acontece em um momento de pressão externa por reformas reais nas instituições do país. A transição atual busca legitimar o grupo que comanda o país há cinco anos. Embora as penas tenham mudado para prisão perpétua, o regime mantém vigilância estreita sobre a oposição. O governo ainda não detalhou como funcionará a aplicação das novas sentenças para os detentos que aguardavam a execução. Leia também: "Bispo exilado denuncia 'falsa paz' imposta por ditador na Nicarágua" O post Mianmar anula todas as penas de morte no país apareceu primeiro em Revista Oeste .
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