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Palestina em campo de refugiados cobre o rosto após bombardeio israelense derrubar prédio na Cidade de Gaza, na Faixa de Gaza, em 5 de setembro de 2025. REUTERS/Ebrahim Hajjaj Mais de 38 mil mulheres e meninas morreram na Faixa de Gaza entre outubro de 2023 e o fim de 2025, segundo dados divulgados pela ONU Mulheres nesta sexta-feira (17) - uma média de 47 mulheres e meninas mortas por dia. "Entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, mais de 22 mil mulheres e 16 mil meninas morreram em Gaza, vítimas de bombardeios aéreos e operações militares terrestres israelenses", declarou a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, durante entrevista à imprensa em Genebra, na Suíça. O número representa mais da metade das aproximadamente 71 mil mortes registradas nesse período, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, comandado pelo grupo terrorista Hamas. "As mulheres e as meninas representam uma proporção de mortes muito mais alta do que em conflitos anteriores em Gaza", afirmou Calltorp. Mortes continuam apesar do cessar-fogo A ONU Mulheres alertou que as mortes de mulheres e meninas continuaram desde o cessar-fogo de outubro, embora não se saiba exatamente quantas morreram devido à falta de dados agregados por gênero. O cessar-fogo de outubro pôs fim a dois anos de guerra em grande escala, mas deixou as tropas israelenses no controle de uma zona despovoada que representa bem mais da metade de Gaza, com o Hamas no poder na estreita faixa costeira restante. Mais de 750 palestinos foram mortos desde então, de acordo com médicos locais, enquanto terroristas do Hamas mataram quatro soldados israelenses. Israel e o Hamas trocaram acusações pelas violações do cessar-fogo. A agência da ONU para crianças, Unicef, disse nesta sexta (17) que as crianças continuam a ser mortas e feridas em um ritmo alarmante em Gaza, com pelo menos 214 mortes registradas nos últimos seis meses. Os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram ainda que mais de 500 mil mulheres não têm acesso a serviços essenciais, incluindo atendimento pré-natal e pós-natal e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis. "Os extensos danos à infraestrutura tornaram quase impossível para as mulheres e meninas de Gaza terem acesso às suas necessidades básicas, como assistência médica", disse Calltorp. Com informações da Reuters e da AFP.
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