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Paciente atingida por tiro de raspão disparado por residente dentro de hospital no PR recebe alta: 'Não era a minha hora' | Collector
Paciente atingida por tiro de raspão disparado por residente dentro de hospital no PR recebe alta: 'Não era a minha hora'
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Paciente atingida por tiro de raspão disparado por residente dentro de hospital no PR recebe alta: 'Não era a minha hora'

Paciente que foi atingida por tiro de médico recebe alta em hospital Recebeu alta nesta sexta-feira (27), a paciente que foi atingida por um tiro de raspão disparado por um médico residente dentro do Hospital Cemil, em Umuarama, no norte do Paraná. Adelice de Oliveira, de 58 anos, estava na dentro de um consultório na ala de ortopedia e foi atingida pelo tiro durante uma consulta de rotina. O residente Gabriel Damasceno de Camargo, de 27 anos, está preso preventivamente. No dia do crime, ele também roubou um carro para tentar fugir, mas foi detido pela Polícia Militar (PM-PR). A suspeita é de que ele tenha tentado atingir um médico ortopedista que também estava no consultório. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Adelice contou que durante a consulta, não presenciou nenhuma discussão entre Gabriel e o médico. Ela disse que se assustou quando ao se levantar, se deparou com a arma apontada. "Não teve nada de anomal. [...] Não deu tempo nem pra respirar. Foi tudo muito rápido", contou. Adelice de Oliveira foi atingida por um tiro de raspão disparado por um residente dentro do Hospital Cemil., em Umuarama. Roberto Porto/RPC A paciente precisou ficar internada, em observação, mas não teve ferimentos graves. Nesta sexta-feira, após a alta, ela recebeu flores da família e revelou que agora terá uma nova data de nascimento. "Ainda estou bem chocada, abalada, mas estou bem. [...] Acho que o fato de poder respirar e ver que eu realmente estou viva, me abalou, mas graças a Deus, eu estou bem. Tenho que agradecer a Deus por mais essa vida que Ele me deu e comemorar mais uma data de nascimento, pois eu nasci de novo. Não era a minha hora", afirmou. LEIA TAMBÉM: Paraguai: Polícia prende homem foragido há mais de 30 anos por matar ex-esposa no PR Parque estadual do Paraná: Policiais escutam tiros e flagram caçadores desossando animais PMs que trocaram tiros no PR: desabafo entre esposas deu início à confusão Como o disparo aconteceu De acordo com o Tenente Coronel Carlos Peres, foi apurado que a situação aconteceu durante o terceiro atendimento que Gabriel realizava junto com um professor, que atua como ortopedista. Durante a consulta, o residente aproveitou que estava sentado atrás do médico e tentou atingí-lo com um disparo. Contudo, Gabriel errou o tiro. Uma paciente que estava no consultório foi atingida de raspão na cabeça. Residente foi identificado como Gabriel Damasceno Camargo. Com ele foi encontrado o revólver e diversas munições. Reprodução/Redes sociais/PM-PR "Nem o médico, nem a paciente que estava sendo atendida, perceberam ele sacando essa arma. O médico disse que só percebeu um estampido forte e viu que a paciente estava ao solo", informou Peres. O advogado Robson Meira, que atua na defesa de Gabriel, disse ao g1 que ainda não teve acesso integral ao processo. Veja abaixo a nota na íntegra. Fuga e prisão Depois do disparo, o residente fugiu a pé. Durante a fuga, rendeu um motorista, fez outro disparo contra o chão e roubou o carro. Ele foi encontrado pouco tempo depois e preso em flagrante. Com o suspeito, a polícia apreendeu um revólver calibre 32 com seis munições, além de outras 17 intactas e duas já deflagradas. Segundo a PM, ele não tem porte de arma e o revólver não tem registro. "O revólver calibre 32 é uma arma pequena, então é possível esconder no bolso, na cintura e no meio das vestes. Embora sejam bastante munições, elas também são pequenas. Como ele estava com o jaleco, acaba ficando mais fácil. Nos hospitais não há nenhum tipo de controle, como detector de metais ou revista, e ele se aproveitou disso para entrar com essa arma", explicou o Coronel. Caso foi registrado dentro do hospital Cemil, em Umuarama. RPC/Roberto Porto Investigação A motivação do ataque ainda não foi esclarecida e é investigada pela Polícia Civil. A área onde houve o disparo foi isolada para perícia. Gabriel foi levado para a delegacia de Umuarama, onde o caso foi registrado como tentativa de homicídio e roubo. Ele passou por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (16) e teve a prisão convertida em preventiva. Em nota, o Hospital Cemil informou que o caso foi um "incidente isolado" e repudia qualquer tipo de violência. A asssessoria da unidade disse também que Gabriel será desligado do programa de residência médica. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) disse, em nota, que vai instaurar uma sindicância para apurar a situação. Gabriel poderá ter o registro cassado, caso seja comprovado que ele violou regras éticas do conselho. Posicionamentos Hospital Cemil "A Associação Beneficente São Francisco de Assis / Hospital CEMIL vem por meio desta Nota Oficial informar incidente isolado ocorrido em suas dependências na tarde de hoje, envolvendo um disparo de arma de fogo. A Polícia Militar foi imediatamente acionada e o caso está sendo devidamente apurado pelas autoridades competentes, com as quais esta instituição de saúde colabora integralmente. O hospital reforça que repudia qualquer tipo de violência e/ou conduta que contrarie seus princípios institucionais e informa que medidas cabíveis estão sendo tomadas, também, no âmbito interno. Por respeito aos direitos dos envolvidos e ao sigilo das investigações, não serão fornecidos detalhes adicionais neste momento. A instituição permanece à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades e reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e a qualidade no atendimento", diz a nota. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também se manifestou. Veja abaixo: "O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que está acompanhando o caso e irá instaurar processo de sindicância para apurar as circunstâncias do fato ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas. Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa." O que diz a defesa do residente "A defesa de Gabriel Damasceno Camargo vem esclarecer, a respeito dos fatos recentemente noticiados envolvendo suposta tentativa de homicídio, que não teve acesso integral aos autos do processo. Somente com a análise técnica, minuciosa e responsável de todos os elementos de provas já produzidos será possível um pronunciamento adequado. A defesa reafirma seu compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito, destacando que qualquer conclusão antecipada se apresenta prematura, especialmente antes do esclarecimento completo dos fatos. Tão logo haja o conhecimento amplo do conteúdo processual, a defesa adotará todas as medidas cabíveis e poderá se manifestar de forma mais detalhada. Por fim, reforça-se que o caso deve ser tratado com a cautela necessária, preservando-se os direitos e garantias individuais de todas as partes envolvidas." 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