Jornal O Globo
Órgãos reguladores chineses multaram as principais plataformas de entrega de alimentos, incluindo Alibaba Group, PDD Holdings e Meituan, por não terem filtrado comerciantes não qualificados. A Administração Estatal de Regulação do Mercado arrecadou um total de 3,6 bilhões de yuans (US$ 528 milhões) de várias plataformas, que também incluíam a JD.com e o Douyin, da ByteDance, por meio de multas e confisco de receitas geradas por uso indevido, de acordo com um comunicado do órgão regulador divulgado na sexta-feira. A penalidade foi a maior já aplicada a plataformas de entrega desde que a lei de segurança alimentar da China foi alterada em 2015, segundo a agência oficial de notícias Xinhua. A decisão do órgão regulador ocorreu após uma série de investigações de governos locais sobre as chamadas “entregas fantasmas”, nas quais comerciantes se registravam nas plataformas usando endereços falsos e licenças governamentais falsificadas. Em alguns casos, comerciantes terceirizavam pedidos para outros sem informar os clientes. A Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR na sigla em inglês) informou ter constatado que as plataformas penalizadas não possuíam um processo rigoroso de verificação de comerciantes, conforme exigido por lei, mas que todas removeram lojas não licenciadas após o início da investigação. A SAMR também multou separadamente representantes legais e executivos responsáveis pela segurança alimentar dessas plataformas em um total de 19,7 milhões de yuans. A PDD recusou-se repetidamente a fornecer os materiais solicitados e recorreu à violência para obstruir a aplicação das medidas regulatórias, informou o regulador em um comunicado separado. Pelo menos duas brigas ocorreram no final de 2025 entre funcionários da PDD e reguladores que realizavam inspeções relacionadas a entregas fraudulentas nas instalações da empresa em Xangai, segundo a Bloomberg News. A PDD afirmou que aceitou e cumprirá as penalidades administrativas impostas pelo regulador chinês em relação às chamadas práticas de “entregas fantasmas”, prometendo reforçar a supervisão, padronizar operações e fortalecer seus compromissos de responsabilidade social, de acordo com uma publicação na conta oficial da empresa no Weibo. A Meituan afirmou que irá reforçar a conformidade e reprimir práticas ilegais para garantir a segurança das entregas de alimentos, segundo um comunicado em resposta à penalidade. A empresa também anunciou medidas para aprimorar seu sistema de governança de entregas. O Douyin declarou que cumprirá rigorosamente as exigências regulatórias, fortalecerá a governança de conformidade e trabalhará com comerciantes para melhorar a qualidade do serviço, segundo comunicado da empresa. O Taobao Flash Sales, do Alibaba, afirmou em comunicado que cumprirá integralmente as penalidades regulatórias, realizará inspeções abrangentes, reforçará a conformidade contínua da plataforma e combaterá práticas ilícitas para garantir a segurança alimentar. O mercado de entregas instantâneas da China, altamente competitivo, entrou em uma guerra de preços no último ano, à medida que as plataformas tentavam defender sua participação de mercado. As autoridades intensificaram a fiscalização do setor, alertando repetidamente os concorrentes mais agressivos a garantir os interesses de comerciantes e consumidores.
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