Jornal O Globo
A morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, na última sexta-feira, gerou comoção no mundo do esporte e motivou homenagens de grandes nomes do basquete internacional. Antes da partida entre Golden State Warriors e Phoenix Suns, pelo play-in da NBA, o técnico Steve Kerr destacou sua admiração pelo brasileiro, com quem foi adversário. Relembre: Oscar Schmidt parabenizou LeBron James pela quebra do seu recorde de pontos marcados Veja também: Apesar de nunca ter jogado na NBA, Oscar Schmidt participou do All-Star Game de 2017 Em entrevista coletiva, Kerr foi enfático ao relembrar a qualidade técnica do jogador conhecido como “Mão Santa”. “Um dos maiores arremessadores que vi na vida, não tinha medo de arremessar. Tinha um pouco da mentalidade do Stephen Curry [armador no Warriors], não pensava duas vezes. Um jogador maravilhoso, com uma mentalidade incrível”, afirmou. O treinador também compartilhou uma lembrança pessoal marcante envolvendo Schmidt, durante o Mundial de Basquete de 1986. Na ocasião, Kerr sofreu uma grave lesão no joelho — rompimento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) — ao enfrentar a seleção brasileira, e foi ajudado pelo próprio Oscar a deixar a quadra. Oscar Schmidt carregando Steve kerr Reprodução: YouTube “Joguei contra ele no Mundial de 86, rompi meu LCA enfrentando o Brasil e ele me carregou nos braços até a saída da quadra, foi um gesto incrível. Eu admirava muito, fiquei triste com a notícia de hoje, apenas 68 anos de idade. Ele tem muitos fãs no Brasil, então, para nossos fãs brasileiros, em nome do Warriors, mandamos nossas condolências”, declarou. 'Uma lenda': Federação Internacional de Basquete lamenta morte de Oscar Schmidt Oscar Schmidt morreu após uma parada cardiorrespiratória em São Paulo e chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), que divulgou nota oficial. Em comunicado, a família destacou a luta de 15 anos do ex-atleta contra um tumor cerebral. Considerado um dos maiores nomes da história do basquete, o ala-armador construiu uma trajetória marcada por recordes e reconhecimento internacional. Dono da camisa 14 da seleção brasileira, ele é o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, além de liderar também a estatística pela seleção, com 7.693 pontos. Mesmo sem ter atuado na NBA — opção feita para seguir defendendo a seleção brasileira —, Oscar teve seu talento amplamente reconhecido nos Estados Unidos, berço do basquete. Ao longo da carreira, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos e permanece até hoje como o único atleta a ultrapassar a marca de mil pontos na competição. Neste mês de abril, o ex-jogador foi introduzido ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, ampliando uma lista de honrarias que inclui também o Hall da Fama do Basquete e o Hall da Fama da NBA. Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e dois filhos, Felipe e Stephanie.
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