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Leandro Rodrigues foi condenado a 46 anos e 8 meses pela morte de uma adolescente de 16 anos em Rio Branco Reprodução Leandro da Silva Rodrigues, de 37 anos, condenado por matar a adolescente e ex-companheira Geovanna Souza da Silva, de 16, em dezembro de 2024, em Rio Branco, teve a pena reduzida em mais de sete anos pela Justiça do Acre. Ele havia sido condenado a 46 anos e 8 meses de prisão por feminicídio em outubro do ano passado, mas agora deve cumprir 38 anos, 10 meses e 20 dias. O g1 não conseguiu contato com a defesa. Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), publicada na última sexta-feira (10). Os desembargadores mantiveram a condenação, mas entenderam que parte dos critérios usados para aumentar a pena não eram adequados. O julgamento foi unânime e ainda cabe recurso. Na análise do caso, os magistrados afastaram dois fatores que tinham sido considerados para elevar a pena na sentença original: a conduta social do réu e as consequências do crime. Para o colegiado, esses pontos não tinham fundamentação suficiente para justificar o aumento. g1 em 1 minuto AC: Nova secretária das Mulheres diz que missão é buscar feminicídio zero LEIA MAIS: Caso Silvia Raquel: Condenado por matar engenheira tem pena aumentada para 28 anos no Acre Após 5 anos, marido é condenado a mais de 19 anos por morte de engenheira no AC Mototaxista condenado por morte de engenheira civil no AC tem pena aumentada para mais de 24 anos Por outro lado, a Justiça manteve a avaliação negativa da culpabilidade do réu, considerando que o crime foi cometido enquanto ele estava foragido após romper a tornozeleira eletrônica. Ainda conforme o processo, o ataque ocorreu de surpresa, o que dificultou a defesa da vítima, e foi motivado por ciúmes. O tribunal também rejeitou o pedido da defesa para alterar o percentual de aumento aplicado na pena, e entendeu que os critérios usados na sentença estavam de acordo com o que é adotado pelos tribunais superiores. Na condenação de 20 de outubro de 2025, os jurados reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Relembre o caso Durante uma conversa da adolescente com um conhecido em 7 de dezembro de 2024, no bairro Areal, Segundo Distrito de Rio Branco, o ex-companheiro logo chegou a chamando para conversar, mas eles acabaram discutindo, quando Leandro tomou uma faca das mãos de Geovanna e a quebrou. Em seguida, quando a vítima tentou se afastar, ele a segurou e desferiu dois golpes, atingindo o peito e a clavícula. Após o crime, testemunhas contaram à Polícia Militar (PM-AC) que o casal discutiu antes do ataque e que a adolescente ainda tentou correr, mas caiu no meio da rua e morreu no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e apenas confirmou a morte. Leandro fugiu logo após o crime, mas foi preso um dia depois, em 8 de dezembro, após uma denúncia anônima sobre o seu paradeiro. Ele foi encontrado em uma casa na Rua Guilhermino Bastos, bairro Triângulo, e logo após confessou o assassinato, alegando ciúmes como motivação. Familiares da vítima afirmaram à polícia que Geovanna era abusada sexualmente pelo suspeito desde os 11 anos e que havia medidas protetivas contra ele. A adolescente, que era usuária de drogas, também vivia em situação de rua com o agressor há cerca de cinco meses. VÍDEOS: g1
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