Jornal O Globo
Um juiz criminal ordenou a prisão preventiva do urologista Alberto Posada Peláez, acusado de ser um abusador em série que usava sua posição e consultório particular para abusar sexualmente de suas pacientes. Ele foi preso neste sábado (18). Na Europa: Homem russo mata cinco pessoas em um ataque a tiros em Kiev e faz reféns em supermercado 'Frota de mosquitos': Entenda estratégia de guerra do Irã que mantém ameaça no Estreito de Ormuz apesar de perdas militares O especialista foi preso por policiais da Polícia Nacional em um estacionamento na zona sul de Medellín, após uma promotora do Centro Integral de Atendimento às Vítimas de Abuso Sexual (Caivas) conseguir comprovar um padrão de atividade criminosa após receber pelo menos 20 denúncias formais. Durante as audiências preliminares, a Procuradoria-Geral da República colombiana o acusou do crime de agressão sexual ou atos sexuais abusivos contra pessoa incapaz de resistir. Embora o médico tenha negado as acusações, as provas foram suficientes para que o juiz considerasse o médico um perigo para a sociedade e para as vítimas, ordenando sua prisão imediata. De acordo com as investigações conduzidas pela promotoria, o modus operandi de Posada Peláez consistia em se aproveitar da confiança e do desequilíbrio de poder inerentes à relação médico-paciente. O urologista atendia mulheres para consultas, onde supostamente fazia comentários e insinuações íntimas antes de pedir que elas vestissem um avental médico. Uma vez em estado de vulnerabilidade, o exame se transformava em abuso sexual e submissão. No entanto, a magnitude desse escândalo pode ser muito maior do que a inicialmente relatada no boletim judicial. Outras reportagens indicam que o número de potenciais vítimas pode chegar a 50 mulheres, que supostamente sofreram abusos semelhantes durante anos em seus consultórios particulares. Os relatos dos sobreviventes coincidem ao descrever o uso de táticas manipuladoras e toques inapropriados sob o pretexto de procedimentos médicos legítimos.
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