Jornal O Globo
Ele tem Selo de Arte, ou seja, pode "viajar" para fora do município de Valença, onde é feito artesanalmente. Há três anos ficou em sétimo lugar no Mondial du Fromage de Paris. Hoje, o reconhecimento foi de peso: o melhor cabra entre os 2700 exemplares de 18 países. Que feito e tanto. " Há dois anos estivemos na fazenda e ficamos encantados com os exemplares produzidos ali artesanalmente. Infelizmente, a burocracia no Brasil era um entrave e o produtor só conseguia vender seus queijos dentro do município", conta Cristiana Beltrão, do Instituto Bazzar, que atuou junto com a Emater e os órgãos de inspeção para atestar a excelência do produto e a importância da atividade queijeira para Valença. O Sapucaia mereceu o Selo de Arte. E isso muda tudo. Pode estar nos restaurantes, como agora estão. Cabras da raça murciana do Capril do Lago: leite combinado com iogurte Divulgação A cidade de Valença é cheia de Sapucaias, árvores de 30 metros de altura, de florada rosa e que tem grandes ouriços com amêndoas no interior. É nessa cuia do ouriço onde o queijo é envelhecido. " Cria um mofo parecido com o do brie", conta Cristiana Beltrão. Ele é feito com o leite de cabras da raça "saanem" e "murciana", fermentado com iogurte, envelhecido por 21 dias (na cuia) e recoberto por um fungo natural da Mata Atlântica. A textura é aveluda, gostinho de castanha, madeira e notas picantes. "É Rio de Janeiro na veia", exalta Beltrão, que via Instituto Bazzar colocou o Sapucaia (e muitos outros produtos artesanias do Rio) nos melhores restaurantes da cidade. " O papel do Instituto é encontrar produtos de qualidade de pequenos produtores e fazer a ponte com os donos de restaurantes. E aí a relação é entre eles". diz Beltrão. Onde eles vão parar? Nas mesas do Lasai, Lilia, Sudbrack, Slow Bakery, Ocyà, Angá... Cristiana Beltrão à frente do Instituto Bazzar: "nosso papel é descobrir produtos de qualidade de pequenos produtores e fazer a ponte com os chefs Divulgação
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