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Laudo mostra lesões graves no pulmão de mulher que morreu em academia de SP após aula de natação
Jornal O Globo

Laudo mostra lesões graves no pulmão de mulher que morreu em academia de SP após aula de natação

Laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Lega apontaram lesões graves no pulmão de Juliana Faustino Bassetto. A professora morreu em fevereiro após nadar na piscina da academia C4 GYM, na Zona Leste de São Paulo. O documento foi noticiado com exclusividade pelo g1. Juliana e o marido, Vinícius de Oliveira, começaram a sentir mal-estar logo após sair da aula de natação na C4 Gym de Parque São Lucas. Os dois foram para o Hospital Santa Helena, em Santo André. A mulher sofreu uma parada cardíaca e não resistiu, enquanto o viúvo segue internado. Ele e um adolescente de 14 anos, que também estava na piscina, estão em estado grave. Câmera de segurança registrou momento em que a professora passa mal após sair da piscina Os laudos apontam lesões na cabeça, fígado, rins e pulmão — sendo estas últimas consideradas graves. Especialistas ouvidos pelo g1 levantaram duas hipóteses principais: a interação entre fontes de cloro e substâncias ácidas, que pode ter criado um ambiente altamente tóxico; ou a mistura entre dois produtos usados na limpeza da piscina, que pode ter gerado gás cloro, extremamente perigoso ao ser humano. Os peritos entenderam que, se os produtos encontrados na academia foram misturados de forma indevida, eles podem ter formado gases irritantes. Os laudos, no entanto, não confirmam se esses materiais causaram a morte de Juliana ou o mal-estar dos outros alunos. Os três sócios da academia, Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz, foram indiciados por homicídio por dolo eventual, caso quando se assume o risco de causar a morte de alguém. As autoridades chegaram a pedir as prisões temporárias deles, mas a Justiça negou. A defesa dos sócios afirma que eles cumprirão fielmente as determinações judiciais e seguem à disposição das autoridades. O que diz a academia Os advogados afirmam que não teve acesso ao laudo da necropsia do IML e que o documento ainda não foi incluído no inquérito. O grupo defende que, até o momento foi disponibilizado apenas o laudo da água, que não teria identificado elementos materiais que comprovem a ocorrência de reação química prejudicial à saúde. O que diz a Secretaria da Segurança Pública A Secretaria da Segurança Pública disse, em nota que a Polícia Civil investiga o caso por meio de inquérito instaurado pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), e que a apuração busca esclarecer as circunstâncias e a possível responsabilidade dos envolvidos.

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