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Você certamente já viu imagens icônicas de Marilyn Monroe, mas já assistiu aos filmes dela? A atriz e modelo continua sendo um fenômeno cultural, lembrada até hoje como uma das personalidades mais marcantes da história do cinema. Para muitos, porém, sua reputação se resume à de uma loira fatal e símbolo sexual cuja vida foi marcada por tragédia e escândalo. Mas há muito mais em Monroe do que isso. Para celebrar o centenário de seu nascimento, o British Film Institute realiza, em Londres, Marilyn Monroe: Self Made Star, uma temporada de dois meses dedicada à atriz que começa em 11 de junho e se estende ao longo do verão. Para destacar seu legado duradouro, reunimos 10 performances que mostram a estrela em toda a sua dimensão, de musicais leves a comédias irreverentes e thrillers sombrios. Não Bata Antes de Entrar (1952) O thriller psicológico de Roy Ward Baker foi um divisor de águas para Monroe, revelando seu talento dramático. Ela interpreta Nell, uma babá desequilibrada que oscila entre um charme sereno e uma instabilidade inquietante. O papel foi decisivo para a atriz, então com 26 anos, que entregou uma performance inicialmente subestimada e hoje aclamada pela crítica. Os Homens Preferem as Loiras (1953) Vivendo uma das duas showgirls protagonistas ao lado de Jane Russell, a comédia musical é um dos momentos mais glamorosos da carreira de Monroe. O ponto alto é o número solo "Diamonds Are A Girl's Best Friend": com o sorriso irresistível e o talento completo literalmente embrulhados em laço rosa, ela rouba a cena com absoluta facilidade. Como Casar com um Milionário (1953) Monroe segura a bola com Betty Grable e Lauren Bacall no filme em Technicolor de Jean Negulesco. O trio vive modelos manhattanites que planejam se casar por dinheiro. O papel de Pola foi uma oportunidade para Monroe exercitar sua veia cômica física, com os óculos de gatinho como prop central, e reafirmar sua surpreendente versatilidade. Niágara (1953) No mesmo ano de Como Casar com um Milionário, chegou o noir Niágara. Juntos, os dois filmes revelam a determinação de Monroe em ser a única criadora de sua própria imagem e ampliar seus horizontes. Ambientado nas Cataratas do Niágara, o filme acompanha Rose (Monroe) enquanto ela trama o assassinato do marido para fugir com o amante secreto. Rio Sem Retorno (1954) Seguindo seu esforço para se libertar do estereótipo da "loira burra", Monroe traz uma intensidade crua à cantora de saloon Kay no western de Otto Preminger. Ambientado em 1875, o filme mostra Kay se juntando a uma dupla de pai e filho após ser resgatada do rio do título. O número musical final é especialmente memorável: debruçada sobre um piano com um vestido dourado, sua voz transborda emoção. O Pecado Mora ao Lado (1955) O Pecado Mora ao Lado, a menos celebrada das duas colaborações entre Monroe e Billy Wilder, contém a imagem mais icônica da atriz: Monroe sobre uma grade enquanto seu vestido branco se levanta com o vento. Ela é uma presença magnética ao longo de todo o filme, explorando com inteligência a sensualidade de sua imagem ao viver a nova vizinha de um homem casado e de caráter duvidoso. Pare o Ônibus (1956) Pare o Ônibus marcou uma virada na carreira de Monroe: foi seu primeiro filme sob um novo contrato que lhe garantia status de atriz dramática. Na comédia romântica, ela vive uma cantora do Ozark presa em uma lanchonete durante uma nevasca e forçada a conviver com um cowboy impulsivo. Sem glamour ou artifícios, Monroe entrega profundidade e uma emoção genuinamente comovente. O Príncipe e a Corista (1957) O filme acompanha uma corista americana (Monroe) que se vê envolvida em intrigas políticas ao se apaixonar por um príncipe europeu (Laurence Olivier). A comédia romântica britânica, lendária pelos bastidores turbulentos, exibe uma performance vibrante de Monroe, cuja carisma sustenta o filme do início ao fim. Quanto Mais Quente Melhor (1959) Um dos melhores papéis de Monroe, Quanto Mais Quente Melhor finalmente lhe rendeu um Globo de Ouro. A comédia de Wilder acompanha dois músicos (Tony Curtis e Jack Lemmon) que se disfarçam de mulheres e entram para uma banda feminina liderada por Sugar, personagem de Monroe, após testemunharem um assassinato da máfia. Com todo o seu poder de estrela em evidência, Monroe é deslumbrante, com timing cômico impecável e uma química irresistível com o elenco. Vidas sem Rumo (1961) Lançado um ano antes da morte de Monroe, Vidas sem Rumo foi o último filme concluído tanto dela quanto de seu co-protagonista Clark Gable. A trama acompanha um grupo de desajustados tentando ganhar dinheiro capturando cavalos selvagens. Na cena final entre Monroe e Gable, ela pergunta: "Como você encontra o caminho de volta no escuro?" Ele responde: "É só seguir aquela estrela grande bem à frente, ela nos leva direto para casa." A frase ganha uma ressonância ainda mais profunda como canto do cisne de Monroe. Revistas Newsletter
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