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Empresários de Brasília intermediaram venda de ações do BRB ao Master, diz relatório
Revista Oeste

Empresários de Brasília intermediaram venda de ações do BRB ao Master, diz relatório

Um relatório elaborado pelo escritório Machado Meyer, em conjunto com a Kroll, revelou que empresários de Brasília atuaram como intermediários para o Banco Master durante a compra de ações do Banco de Brasília (BRB). A apuração identificou Adalberto Valadão Júnior e Leonardo Ávila como figuras usadas para dificultar o rastreamento das operações pelas autoridades, conforme divulgou o portal Metrópoles. + Leia mais notícias de Economia em Oeste A investigação, anexada a processo que tramita na 13ª Vara Cível de Brasília, detalhou um esquema que utilizava múltiplas camadas de pessoas físicas e fundos. Segundo o documento, “uso sistemático de estruturas pulverizadas, pessoas interpostas e ‘laranjas’ para dificultar a rastreabilidade perante os entes reguladores e fiscalizadores, tais como CVM [Comissão de Valores Mobiliários] e Bacen [Banco Central] ”, conforme afirmou o escritório Machado Meyer. Detalhes das transações envolvendo o Banco Master e BRB Leonardo Ávila, proprietário da Faenge, vendeu suas ações ao fundo Borneo, administrado pela Reag, tornando-o sócio do BRB em julho de 2024. Esta transação, intermediada pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, envolveu 2,2 milhões de recibos de ações ordinárias e 13,1 milhões de preferenciais, totalizando R$ 129,9 milhões, conforme consta na auditoria. https://www.youtube.com/watch?v=AQrqboPwg7M Adalberto Valadão Júnior, por sua vez, permitiu a entrada do fundo Verbier, ligado à Victoria FIM, na sociedade do BRB, mediante contrato de compra e venda de recibos de subscrição no valor de R$ 130 milhões, também em julho de 2024. Valadão Júnior preside a Soltec Engenharia e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF). Os dois empresários participaram de um evento promovido pelo Lide em Nova York, Estados Unidos , ao lado de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, no Harvard Club. A defesa de Valadão Júnior argumentou que “as informações apresentadas na referida petição não correspondem à realidade dos fatos, uma vez que não houve qualquer ganho financeiro por parte de Adalberto na operação em questão” e que “os devidos esclarecimentos já foram prestados, há algumas semanas, diretamente à equipe responsável pela condução da auditoria interna no BRB”. Leonardo Ávila, em nota por meio de assessoria, declarou em fevereiro de 2026 que a transferência dos direitos “foi gratuita e sem nenhum benefício pessoal”. “Fora a cessão dos direitos de subscrição, reafirma-se que não há – nem nunca houve – relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master ou a Reag”, afirmou. Leia também: “Punição excessiva e impagável" , artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste O post Empresários de Brasília intermediaram venda de ações do BRB ao Master, diz relatório apareceu primeiro em Revista Oeste .

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