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Mulher perde quase R$ 3 mil após achar que estava emprestando dinheiro ao filho Uma senhora aposentada perdeu quase R$ 3 mil depois de cair em um golpe. O criminoso se passou pelo filho dela no whatsapp e pediu que Andrea Mucelin o ajudasse, alegando que precisava pagar um computador. "Dinheiro que eu lutei, que tinha guardado pra uma necessidade... receber esse golpe é muito triste. A gente vive numa situação tão difícil e, quando um filho pede ajuda, a gente quer ajudar”, disse Andrea. Prints da conversa mostram que o golpista pediu para Andrea adicionar um novo número, dizendo que o antigo estava com problemas na operadora. Em seguida, afirmou que precisava pagar uma dívida urgente, mas que o aplicativo do banco estava bloqueado. Ele solicitou que a vítima fizesse a transferência. O valor inicial era de R$ 4.980, mas Andrea explicou que não tinha essa quantia. O golpista então pediu um depósito de R$ 1 mil como “sinal”. Mesmo após a transferência, continuou insistindo por mais dinheiro. No total, o prejuízo chegou a quase R$ 3 mil. Dois dias depois, Andrea percebeu que havia sido enganada. “Cheguei a desconfiar, mas como ele já tinha pedido ajuda antes, pensei: vou ajudar'", contou a mãe. Dois dias depois, a foto do contato sumiu, e a mãe ligou para seu filho. "Liguei e falei: 'E o dinheiro?', e ele: 'Que dinheiro?". Percebi: caí em um golpe", relatou Andrea. Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Golpes em alta Segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), mais de 73 mil pessoas foram vítimas de golpes semelhantes apenas no primeiro semestre do ano passado. Especialistas explicam que os criminosos usam técnicas de “engenharia social”, estudando informações pessoais das vítimas para tornar a abordagem convincente. O advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em Direito Digital, alerta: “Os criminosos não se passam apenas por parentes usando fotos. Eles têm acesso a dados pessoais que já vazaram na internet e utilizam essas informações para convencer a vítima”. Ele recomenda cautela: “É difícil evitar o vazamento de dados, mas podemos reduzir a exposição. Sempre questione se é necessário fornecer documentos ou informações pessoais”. Como se proteger Especialistas deram as seguintes sugestões para que clientes possam se proteger de golpes com engenharia social: Desconfie de mensagens vindas de números desconhecidos. Confirme diretamente com o parente ou amigo antes de enviar dinheiro. Use ligações ou redes sociais para verificar se houve troca de número. Denuncie contatos suspeitos no aplicativo. Meta e polícia respondem A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, informou que investe em tecnologia para identificar mensagens suspeitas, mas como as conversas são criptografadas, não tem acesso ao conteúdo. A companhia recomenda que os usuários verifiquem por outros meios antes de responder e denunciem números suspeitos. A Polícia Civil afirmou que as investigações continuam para identificar o golpista.
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