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Pesquisa revela aumento de transtornos mentais em jovens depois de cirurgia de redesignação sexual
Revista Oeste

Pesquisa revela aumento de transtornos mentais em jovens depois de cirurgia de redesignação sexual

Um estudo de longo prazo realizado na Finlândia contesta a eficácia da cirurgia de redesignação sexual como resposta a problemas de saúde mental em jovens. Divulgada no início de abril na revista Acta Paediatrica , a pesquisa revela que pacientes apresentam aumento significativo de transtornos psicológicos depois do procedimento. O debate sobre o tema ganhou força nos últimos anos com a expansão da chamada “terapia de afirmação de gênero”, que orienta profissionais de saúde a validar a identificação de crianças e adolescentes com um sexo diferente do biológico. Ativistas e especialistas simpáticos à militância LGBT defendem essa abordagem como forma de reduzir riscos associados à disforia sexual. + Leia mais notícias de Saúde em Oeste No entanto, dados do estudo finlandês mostram que, entre jovens do sexo masculino em transição, a incidência de problemas de saúde mental passou de 9,8% antes do tratamento para 60,7% depois. Entre jovens do sexo feminino, os índices subiram de 21,6% para 54,4%. A pesquisa também revela que adolescentes com disforia sexual já apresentam maior incidência de problemas psiquiátricos antes de qualquer intervenção. No início do acompanhamento, 45,7% desses jovens tinham diagnóstico de transtornos mentais, ante 15% no grupo de controle. https://www.youtube.com/watch?v=PjWTTdoLkv8 “A morbidade psiquiátrica grave é comum entre adolescentes encaminhados para tratamento de redesignação sexual”, diz trecho do estudo conduzido por Sami-Matti Ruuska, pesquisador na University of Eastern Finland . “As necessidades psiquiátricas não diminuem depois da redesignação sexual por razões médicas.” Pesquisa defende abordagem específica para transtornos mentais A pesquisa informa que jovens com disforia sexual frequentemente apresentam quadros como depressão, ansiedade, transtornos alimentares, TDAH e autismo. Como resultado, os autores defendem que indivíduos com transtornos mentais devem receber tratamento específico, independentemente da orientação sexual, mas sustentam que esse quadro não explica, por si só, a origem dos problemas psiquiátricos. + Leia também: "Ex-trans quer impedir perseguição a terapeutas na Califórnia" O estudo ainda confronta a tese de que o sofrimento psicológico de pessoas transicionadas decorre principalmente de discriminação social. Os pesquisadores afirmam que a maior aceitação de “minorias sexuais e de gênero” não se refletiu na redução dos transtornos entre jovens. Por fim, a equipe conduzida por Sami-Matti Ruuska levantou a hipótese de que parte dos problemas psicológicos registrados depois da transição pode estar relacionada a conflitos com a nova identidade sexual. Em muitos casos, afirmam, isso pode incluir arrependimento em relação à mudança realizada. O post Pesquisa revela aumento de transtornos mentais em jovens depois de cirurgia de redesignação sexual apareceu primeiro em Revista Oeste .

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