Revista Oeste
Nos bastidores do Congresso, a CPI do Banco Master começa a perder força justamente no momento em que a oposição tenta forçar sua instalação via Supremo Tribunal Federal (STF). Com o calendário eleitoral dominando a agenda legislativa, parlamentares começam a trabalhar em prol de suas candidaturas. Diante da resistência de se instalar a CPI do Banco Master por parte do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), parlamentares da oposição recorreram ao STF para obrigar a abertura da comissão. O caso caiu nas mãos do ministro Kassio Nunes Marques , que agora precisa decidir se a Corte deve ou não intervir. Ministro Kassio Nunes Marques, do STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil + Gilmar quer incluir Zema no Inquérito das Fake News Nos bastidores, acredita-se que Nunes Marques enfrenta um dos casos mais delicados. Isso porque decisões anteriores do Supremo já estabeleceram que o Judiciário pode determinar a instalação de CPIs quando há omissão do Legislativo — como ocorreu na CPI da Covid. Ao mesmo tempo, o contexto atual adiciona um componente sensível: veio à tona a informação de que uma empresa ligada ao filho do ministro teria recebido 6,6 milhões do Banco Master. Entre parlamentares, há a leitura de que uma eventual rejeição da CPI poderia ser interpretada politicamente como tentativa de blindagem. https://www.youtube.com/watch?v=s3CLWQJwo7k Eleições esfriam a pauta No Senado, o ambiente é de baixa mobilização. A proximidade das eleições tem impactado diretamente o ritmo das votações, com sessões semipresenciais e foco concentrado em agendas estratégicas para os parlamentares. + Mensagens indicam aportes do BRB ao Banco Master antes de negociação O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, precisa ler o requerimento para instalar a CPI do Banco Master no Con gresso| Foto: Lula Marques/Agência Brasil Na prática, isso reduz a disposição política para avançar com uma CPI de alto potencial de desgaste. A perspectiva é de que, mesmo que a comissão seja instalada, ela fique esvaziada diante do calendário eleitoral. Precedente O histórico da CPI da Covid também pesa na análise. Na ocasião, o Supremo só consolidou sua decisão após o Senado já ter iniciado os trabalhos, ainda que sob pressão judicial. O próprio Nunes Marques, à época, defendeu maior margem de decisão para o Legislativo. Segundo o ministro, caberia ao presidente do Senado avaliar o melhor momento para a instalação de uma comissão. “É prudente, portanto, que o Legislativo possa avaliar o modo mais adequado para instalação e desenvolvimento dos trabalhos da CPI”, disse na ocasião. “Nisso não vejo qualquer risco de dano. Risco haveria se reconhecêssemos que o Congresso devesse instalar e desenvolver os trabalhos da CPI imediatamente e de qualquer maneira.” https://www.youtube.com/watch?v=V-g1I6UH_Yc O post CPI do Banco Master perde força no Congresso apareceu primeiro em Revista Oeste .
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