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Anvisa tenta conter explosão de canetas irregulares e aperta fiscalização | Collector
Anvisa tenta conter explosão de canetas irregulares e aperta fiscalização
Revista Oeste

Anvisa tenta conter explosão de canetas irregulares e aperta fiscalização

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou o cerco contra canetas emagrecedoras sem registro diante do aumento expressivo na circulação desses produtos. Dados da Receita Federal mostram que o órgão apreendeu quase 33 mil unidades em 2025, contra 2,7 mil no ano anterior. Em Viracopos (SP), fiscais localizaram cerca de uma tonelada de insumos irregulares desde janeiro. + Mais notícias de Saúde em Oeste A ofensiva mira dois focos: produtos vindos do Paraguai e preparações fora dos padrões sanitários em farmácias de manipulação. Esse mercado cresce fora do controle aplicado a medicamentos regularizados, como Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida). Sem registro, esses itens chegam ao consumidor com menor custo, mas sem garantia de segurança, qualidade e eficácia. A Anvisa identificou falsificações e produtos de baixa qualidade. O presidente do órgão, Leandro Safatle, afirmou que o uso dessas versões expõe a população a riscos. Anvisa reforça fiscalização sobre canetas emagrecedoras feitas em farmácias de manipulação | Foto: Reprodução/Redes sociais No dia 6 de abril, a agência apresentou proposta para endurecer o controle sobre o ingrediente farmacêutico importado usado por farmácias de manipulação. A medida exige insumos de fabricantes com Certificado de Boas Práticas de Fabricação, obtido por meio de inspeção. A votação deve ocorrer no fim de abril. Pressão aumenta com avanço do mercado paralelo A Anvisa reforçou a exigência de prescrição individual para manipulação. Fiscalizações identificaram produção em larga escala destinada à venda em clínicas, o que contraria as regras sanitárias. A Polícia Federal conduz investigações sobre o setor. Em novembro de 2025, agentes apreenderam carros, avião, embalagens e medicamentos. No início de abril, a corporação cumpriu mandados em 12 Estados. https://www.youtube.com/watch?v=whk1WyEMcKU Entidades médicas defenderam a proibição total da venda dessas canetas por farmácias de manipulação, sob argumento de risco sanitário. A Anvisa afirma que a legislação permite a atividade, mas reconhece a necessidade de ajustar normas. No dia 14 de abril, o órgão proibiu a venda e o uso das marcas Gluconex e Tirzedral, de origem paraguaia. A decisão impede a importação, inclusive para uso pessoal. A comercialização desses produtos recebe impulso de influenciadores e ações de marketing. O laboratório paraguaio Catedral lançou o Tirzedral no fim de março, em evento com show do cantor Zé Felipe. O post Anvisa tenta conter explosão de canetas irregulares e aperta fiscalização apareceu primeiro em Revista Oeste .

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