Jornal O Globo
Os Estados Unidos aprovaram o uso em crianças pequenas, a partir de um ano, do medicamento teplizumabe, vendido com o nome comercial de Tzield. O fármaco é o primeiro utilizado para frear a progressão do diabetes tipo 1. O aval foi anunciado nesta quarta-feira pelo laboratório francês Sanofi. Miss morre aos 31 anos após infarto fulminante no Paraná: Por que problema é cada vez mais comum entre jovens? Espinafre, morango e uva: Estudo aponta ranking de alimentos com mais resíduos de pesticidas em 2026; veja lista Até agora, o medicamento era autorizado apenas a partir dos oito anos de idade. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o Tzield em março deste ano, mas ainda somente nesta faixa etária de crianças com idades mais elevadas. Na Europa, onde foi aprovada em janeiro, a terapia também ainda é restrita a partir dos oito anos. A ampliação da idade nos EUA "ressalta a importância de agir sobre o sistema imunológico em uma etapa precoce do diabetes autoimune tipo 1, com o objetivo de influenciar a progressão natural da doença ao atrasar a perda de produção de insulina por parte do pâncreas", diz Christopher Corsico, diretor global de desenvolvimento da Sanofi, em um comunicado. Calorias, número de passos, batimentos cardíacos: Seu smartwatch pode estar mentindo para você, segundo a ciência De modo diferente do diabetes tipo 2, que representa a maior parte dos casos da doença e é causado por fatores de estilo de vida, o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico do paciente destrói as células do pâncreas produtoras de insulina, um hormônio responsável por retirar o excesso de açúcar da corrente sanguínea. O tratamento não cura, mas desacelera a progressão do diabetes tipo 1 ao frear essa reação autoimune. Ele atua quando o diabetes é detectável, mas antes do aparecimento de sintomas, na chamada fase 2. O objetivo é frear a sua evolução para a fase clínica da doença, a 3, que requer as injeções de insulina constantes para reduzir a glicemia (nível de açúcar no sangue). Kimber Simmons, professora de Pediatria do Centro Barbara Davis, nos EUA, destaca que essa ação “é especialmente importante porque essas crianças costumam apresentar o risco mais elevado de progressão rápida e imprevisível". Segundo novo estudo: Por que alguns cérebros com Alzheimer permanecem preservados O teplizumabe foi originalmente desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Provention Bio. O laboratório, porém, foi adquirido pela Sanofi em 2023 por 2,9 bilhões de dólares, como parte de um esforço da gigante francesa para se fortalecer nos tratamentos contra diabetes e doenças imunológicas. O medicamento é um anticorpo monoclonal que tem como alvo um tipo de célula de defesa do sistema imune chamado linfócito T, que é a responsável por atacar as células produtoras de insulina. O tratamento consiste em um ciclo único de infusão intravenosa diária durante 14 dias consecutivos.
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