Revista Oeste
A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira, 22, um pacote de medidas para conter os impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre os mercados de energia no continente. As iniciativas fazem parte do programa “AccelerateEU”, que busca reduzir os preços da eletricidade e reforçar a segurança energética dos países do bloco diante da volatilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio. + Leia mais notícias do Mundo em Oeste Entre as propostas está a redução de impostos sobre a eletricidade e a coordenação do reabastecimento dos estoques de gás natural antes do aumento da demanda por aquecimento no fim do ano. A Comissão também prevê a otimização da distribuição de combustível de aviação entre os países-membros, com o objetivo de evitar escassez. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen | Foto: JUSTIN TALLIS/Pool via REUTERS “As escolhas que fizermos hoje moldarão nossa capacidade de enfrentar os desafios de hoje e as crises de amanhã", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "Nossa estratégia AccelerateEU trará medidas de apoio imediatas e mais estruturais para os cidadãos e empresas europeus." Ela acrescentou que o bloco precisa “acelerar a transição para energias limpas e produzidas internamente”, o que, segundo a dirigente, garantirá maior independência e segurança energética diante de crises geopolíticas. Países da UE já adotavam medidas para conter preços de energia Desde o início do conflito, no fim de fevereiro , governos europeus têm adotado medidas próprias para conter a alta dos preços de energia. Na Alemanha, autoridades decidiram não subsidiar diretamente os preços, mas limitar a volatilidade, permitindo que postos de combustíveis aumentem valores apenas uma vez ao dia, ao meio-dia, sob pena de multas que podem chegar a 100 mil euros. A França optou por medidas mais direcionadas, com subsídios superiores a 70 milhões de euros para os setores de transporte, agricultura e pesca, além de um benefício de 150 euros para 3,8 milhões de famílias de baixa renda. A estratégia contrasta com os amplos tetos de preços adotados depois da invasão da Ucrânia pela Rússia , que pressionaram as contas públicas. Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen discursa no salão principal da sede do bloco | Foto: Reprodução/Twitter Na Itália, o governo reservou cerca de 417,4 milhões de euros para reduzir impostos sobre combustíveis, embora os preços tenham mostrado pouca variação, o que levou o setor a cobrar ações mais eficazes. Já a Polônia anunciou cortes de impostos, limites para preços nas bombas e avalia a criação de uma taxa extraordinária sobre empresas de energia. A Romênia adotou limites para margens de lucro no setor de combustíveis e restringiu exportações por seis meses, além de aprovar um pacote de ajuda estatal de 652 milhões de lei para transportadores. A Espanha, por sua vez, propôs medidas de até 5 bilhões de euros, incluindo redução do imposto na conta de luz para 10% e subsídios aos combustíveis. Outros países também anunciaram intervenções. A Hungria limitou os preços dos combustíveis e liberou reservas estatais para garantir o abastecimento, enquanto a Irlanda reduziu temporariamente impostos sobre gasolina e diesel como parte de um pacote de 250 milhões de euros. O post UE propõe pacote para conter impacto da guerra nos preços da energia apareceu primeiro em Revista Oeste .
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