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Economia argentina tem a maior queda mensal desde 2023 em fevereiro
Jornal O Globo

Economia argentina tem a maior queda mensal desde 2023 em fevereiro

A economia da Argentina se contraiu drasticamente em fevereiro e registrou sua maior queda mensal desde 2023, enquanto os setores varejista e manufatureiro continuam enfrentando dificuldades. Ajustes: FMI aprova segunda revisão do acordo com Argentina e abre caminho para desembolso de US$ 1bi Não são só os brasileiros: Argentinos também estão muito 'enrolados' com dívidas A atividade econômica caiu 2,6% em relação a janeiro, muito abaixo da queda de 0,5% estimada pela Bloomberg Economics, segundo dados oficiais publicados nesta quarta-feira. Em termos anuais, o indicador recuou 2,1%, o que contrasta com a mediana das estimativas, que era de alta de 0,5%. Em janeiro, a economia havia crescido 0,4%. O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou no início deste mês em Rosário que a economia do país registraria crescimento em abril e que a inflação mensal também iria desacelerar. Dados de arrecadação tributária de março já mostram que a atividade econômica começou a se recuperar, disse o presidente Javier Milei em um evento na semana passada. Novo pacote: Argentina emite novas regras que dificultam operações de retirada de dólares do país Em março, a balança comercial registrou um superávit de US$ 2,5 bilhões, “o mais alto para o mês desde 1990 e um sinal claro de impulso econômico”, segundo um relatório do JPMorgan publicado nesta quarta-feira. O primeiro trimestre apresentou um superávit de US$ 5,3 bilhões impulsionado por um aumento das exportações, um forte crescimento em relação aos US$ 1 bilhão de um ano antes, indicou o relatório. As exportações em março reverteram com força a queda de 14,5% registrada em fevereiro e avançaram 19,8%, segundo a agência nacional de estatísticas. A inflação mensal, que Milei prometeu reduzir para abaixo de 1% este ano, subiu para 3,4% em março e não desacelerou nos últimos dez meses. Ainda assim, representa uma melhora significativa em relação à crise herdada por Milei, embora seu plano de desinflação tenha perdido força. Iniciativa de Milei: Argentina muda lei e reduz proteção ambiental de geleiras para facilitar mineração O presidente pediu aos argentinos no início deste mês que tenham paciência com a recuperação econômica, adotando um tom incomumente moderado em meio à queda nas pesquisas e a um cenário mais desafiador para os setores industriais. Seu nível de aprovação caiu no mês passado para o nível mais baixo desde que assumiu o cargo, ao recuar para 36%, segundo o LatAm Pulse, uma pesquisa realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg News. “Sabemos que os últimos meses têm sido difíceis”, escreveu Milei no X. “Por isso pedimos paciência. Este é o caminho correto. Mudá-lo seria destruir o que foi conquistado”. Os economistas na Argentina revisaram para baixo suas estimativas de crescimento para 2026, para 3,3%, enquanto elevaram as previsões de inflação do ano para 29%, segundo a pesquisa de março do banco central.

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