Jornal O Globo
A corregedoria da Polícia Militar determinou a prisão dos dois PMs envolvidos na morte do empresário Daniel Patrício de Oliveira, de 29 anos, na Pavuna, Zona Norte do Rio, na madrugada desta quarta-feira. Segundo o RJ2, a análise das imagens das câmeras corporais dos agentes teria revelado indícios de homicídio doloso, quando há intenção de matar. O nome deles não foi divulgado; as armas usadas na abordagem foram apreendidas. Feminicídio: Homem suspeito de matar ex-candidata a miss é encontrado morto em carceragem de delegacia Corpo encontrado na Praia do Leblon é de advogada desaparecida no mar no sábado A Delegacia de Homicídios fez a perícia no local ainda de madrugada. A Polícia Civil também ouviu os amigos de Daniel que estavam no carro com ele e os policiais que fizeram os disparos. Já o Ministério Público informou ao RJ2 que acompanha as investigações e peritos que participaram dos exames no IML fizeram um relatório independente. Daniel voltava de um pagode com dois amigos e um vizinho quando, ao passar pela Rua Doutor José Thomas, na altura do acesso ao Conjunto Tom Jobim, região do Complexo da Pedreira, já próximo de casa, a picape que dirigia foi atingida por tiros de policiais do batalhão de Irajá (41º BPM) , que faziam patrulhamento na região. A família diz que foram pelo menos 24 tiros de fuzil. Alerj: Douglas Ruas estreia comando da Casa com plenário esvaziado, cobranças de deputados e críticas nos bastidores a projeto que limita comissionados — Eu vi todos os policiais parados vendo o absurdo que tinham feito. Disseram para mim que ele vinha rápido e deram ordem de parar e ele não parou. Ele devia estar correndo porque tinha muito medo de assalto — contou Elaine de Oliveira, mãe de Daniel, ao RJ2. Nesta quarta-feira à tarde, parentes do empresário estiveram no Instituto Médico Legal para a liberação do corpo. Devassa no governo: após 638 exonerações, governador Ricardo Couto quer criar regra limitando a 10% os comissionados que não são servidores concursados — Ele não queria mais morar aqui, queria viver os sonhos dele. Já estavam indo embora, ele trouxe o carro para levar amudança. A gente mora aqui há mais de 22 anos — disse Tais Oliveira, irmã do empresário. — Não era situação de defesa, não teve tiro de revide, não teve injusta agressão. Eles mataram o meu irmão. Destruíram a minha família. O que eu vou falar para o meu filho, para a filha dele, para a nossa avó? De acordo com o registro de ocorrência, o motorista não obedeceu e teria acelerado na direção dos policiais, “configurando iminente risco à integridade física da equipe”. Ainda segundo o documento, dois agentes efetuaram disparos de fuzil calibre 7,62, um deles fez 13 tiros e o outro, 11, totalizando ao menos 24 disparos. Um dos tiros atravessou o para-brisa e atingiu Daniel no rosto. Ele morreu no local. Além dele, estavam no veículo Michel Matheus Correia Ramos da Silva, Wesley Silva de Oliveira e Herick Souza dos Santos. Não é a primeira vez este ano que policiais militares são investigados por erros em abordagens que mataram vítimas inocentes. No mês passado, a médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, foi atingida por mais de dez disparos durante uma perseguição a suspeitos em Cascadura, na Zona Norte. Os três PMs envolvidos na ação foram afastados. No caso deles, as câmeras corporais estavam descarregadas.
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