Jornal O Globo
Aos 16 anos, Isaac Lellouche já acumula uma experiência pouco comum para sua idade: a participação na produção de um documentário internacional em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência especializada vinculada à ONU. Ele integrou a equipe do projeto “Living memories”, que homenageia profissionais de saúde vítimas da Covid-19 e reúne registros de países como Estados Unidos, México, Brasil, Índia e Suíça. Lançamento: Livro sobre São Conrado destaca encantos naturais, contrastes e personagens S.O.S Parque da Prainha: Em meio a queixas como trilhas fechadas e banheiros precários, prefeitura faz nova promessa de reforma O envolvimento do jovem começou na pré-produção, em 2023, a partir da aproximação de sua mãe, a médica Silvana Lellouche, com a iniciativa, apresentada naquele ano na Assembleia Geral da ONU. No Brasil, Isaac acompanhou diferentes etapas do projeto, passando por funções técnicas e organizacionais. As gravações incluíram locações como a Fiocruz, o Hospital Ronaldo Gazolla, a Clínica da Família Estácio de Sá, o Museu do Amanhã e o Cristo Redentor. Ao longo de quase dois anos, ele participou de atividades que foram desde apoio em áudio e vídeo até a organização de apresentações e projeções, incluindo a exibição realizada na Escola de Enfermagem da Unirio, em março. Também atuou na tradução simultânea em eventos e na legendagem de conteúdos da campanha no Brasil, o que lhe garantiu crédito como integrante da equipe técnica do filme. — Essa parte das relações é muito importante; você conseguir estar junto e se comunicar com diversas pessoas, gente de toda parte do mundo — pontua Isaac, aluno do 11th grade, equivalente ao 2º ano do ensino médio, na Rio International School (RIS), e fluente em inglês. — Aprendi também o papel da organização. Percebi o quanto é necessário seguir o cronograma para respeitar a agenda das pessoas. O secretário de Saúde estava lá, então tudo tinha que acontecer no tempo exato. A mãe é puro orgulho das conquistas do filho ao longo do processo. — Ele não tem muita ligação com a área da saúde, mas tem um lado musical, toca violino e piano, e acabou se interessando pela dimensão artística do projeto — diz a médica. — Também foi muito importante vê-lo falando inglês nesses ambientes. Pude dividir com ele um pouco do meu mundo, levá-lo à OMS. Ele foi muito bem recebido, e isso contribuiu para sua desenvoltura. O jovem, que quer cursar uma universidade no exterior, destaca o valor da vivência para seu futuro: — Gostaria de trabalhar na área de ciência da computação e engenharia. Quero levar a experiência que adquiri no projeto para a minha vida pessoal e profissional. O documentário reúne relatos de profissionais de saúde sobre a experiência durante a pandemia, além de registros de eventos e iniciativas mundo afora. Para Isaac, o filme contribui para a memória coletiva da pandemia. — Muitos profissionais de saúde tiveram que dar a própria vida para cuidar de outras pessoas. Essa é uma forma de valorizar e homenagear essas histórias — diz. Além da apresentação na Unirio, “Living memories” deve circular por unidades de saúde do município, e há tratativas para uma exibição na Assembleia Geral da ONU. Initial plugin text
Go to News Site