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EUA condenam 'intimidação' da China para barrar viagem do presidente de Taiwan ao continente africano | Collector
EUA condenam 'intimidação' da China para barrar viagem do presidente de Taiwan ao continente africano
Jornal O Globo

EUA condenam 'intimidação' da China para barrar viagem do presidente de Taiwan ao continente africano

Os Estados Unidos condenaram na quarta-feira o que classificaram como uma “campanha de intimidação” da China, após relatos de que Pequim pressionou países africanos a revogar permissões de sobrevoo para uma viagem do presidente de Taiwan, Lai Ching-te. Taiwan informou que Lai adiou a visita a Essuatíni, no sul da África, depois que “Seicheles, Maurício e Madagascar revogaram inesperadamente e sem aviso prévio as permissões de sobrevoo do voo charter”. “Estamos preocupados com os relatos de que vários países revogaram permissões de sobrevoo para impedir que o presidente de Taiwan visitasse Essuatíni”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA à AFP. “Esses países estão agindo a pedido da China ao interferir na segurança e na dignidade das viagens rotineiras de autoridades de Taiwan”, acrescentou, sem citar diretamente os governos envolvidos. “Este é mais um exemplo da campanha de intimidação que Pequim conduz contra Taiwan e seus apoiadores em todo o mundo”, afirmou o representante americano. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China classificou as acusações como uma “distorção dos fatos”. O porta-voz Guo Jiakun afirmou que “os Estados Unidos criticaram de forma irresponsável as ações legítimas da China para salvaguardar sua soberania nacional e integridade territorial”. Pequim também declarou ter “grande apreço” pelos países africanos que bloquearam as permissões para a viagem de Lai. Segundo o secretário-geral do presidente taiwanês, Pan Men-an, “a verdadeira razão é que as autoridades chinesas exerceram forte pressão, incluindo coerção econômica”. Essuatíni, antiga Suazilândia, é um dos 12 países que ainda reconhecem oficialmente Taiwan. A maioria da comunidade internacional, incluindo a ONU, reconhece a China como a única representante oficial do país. O episódio ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Pequim e Taipé. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem visita prevista à China em meados de maio.

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