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Preço da carne sobe e atinge recorde histórico
Revista Oeste

Preço da carne sobe e atinge recorde histórico

Nos últimos dois anos, o valor da carne bovina no Brasil aumentou 45%. Os números mostram patamares inéditos em 2026. O avanço ocorre em razão da oferta restrita de animais prontos para abate e da forte procura internacional. O cenário impacta toda a cadeia do agronegócio, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada ( Cepea ). + Leia mais notícias de Agronegócio em Oeste As exportações brasileiras de carne bovina permanecem em níveis elevados, impulsionadas pela demanda de países importadores. Esse fluxo reduz a quantidade disponível para o mercado interno. A situação torna o Brasil mais competitivo globalmente, mas é obrigado a pressionar os preços no mercado interno. Escassez de animais e impacto nos preços da carne No âmbito doméstico, a escassez de bovinos prontos para o abate limita a atuação dos frigoríficos e mantém as cotações elevadas. A região da Grande São Paulo , referência no setor, registra aumentos contínuos, reflexo do desequilíbrio entre oferta e demanda. O Cepea informa que, até a última segunda-feira, 20, a carcaça casada bovina — formada pelo traseiro, dianteiro e ponta de agulha — subiu 4% e passou a ser negociada a R$ 25,41/kg à vista. Em termos reais, o indicador mensal chega a R$ 25,05/kg, o maior valor desde 2001. Supera em 11% o registrado em abril de 2025. https://www.youtube.com/watch?v=9VMy6Z7uXWg Os dados históricos reforçam uma trajetória consistente de valorização da carne bovina. A utilização de valores deflacionados pelo Índice Geral de Preços mostra que o patamar atual supera todos os registros anteriores, o que reflete mudanças estruturais no mercado. A tendência é que os preços permaneçam elevados no curto prazo, sustentados pela pouca oferta de animais prontos, demanda externa aquecida e custos de produção altos. O setor agropecuário precisa redobrar a atenção à gestão de custos, enquanto o consumidor deve conviver com preços altos no varejo. Desafios e perspectivas para o agronegócio brasileiro O comportamento do mercado nos próximos meses dependerá da recomposição do rebanho e da persistência das exportações em ritmo intenso, de acordo com o Portal do Agronegócio. O agro brasileiro enfrenta um cenário contrastante: ao mesmo tempo que bate recordes produtivos, lida com desafios relacionados ao clima, custos crescentes e busca constante por produtividade. O IBGE aponta safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025. Entretanto, as previsões para 2026 indicam ligeira queda em razão de fatores climáticos e margens mais apertadas. Essa nova dinâmica do setor agrícola exige ganhos de eficiência, já que expandir a área plantada não garante mais o mesmo retorno. O desafio é evidente em regiões estratégicas como a Serrana do Espírito Santo, onde hortifrúti e gengibre ganham espaço, mas enfrentam limitações hídricas e dificuldades para manter o vigor das plantas em períodos de seca. Tecnologia e inovação para enfrentar adversidades O gengibre destaca-se como cultura relevante no Espírito Santo. Integra uma cadeia produtiva em expansão. No Alto Paranaíba (MG), a cafeicultura lidera, com projeção nacional de 66 milhões de sacas em 2026, alta de 17%, favorecida por clima e tecnologia. Ainda assim, a produção depende de chuvas regulares e manejo eficiente durante todo o ciclo. Leia mais: "O sal da picanha" , artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 224 da Revista Oeste Para contornar as adversidades, produtores adotam tecnologias que otimizam o uso da água e promovem o desenvolvimento das plantas. Soluções como géis agrícolas e compostos naturais ajudam a reter água no solo e a melhorar o aproveitamento de insumos. A iniciativa reduz perdas e amplia a eficiência produtiva. O post Preço da carne sobe e atinge recorde histórico apareceu primeiro em Revista Oeste .

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