Jornal de Brasília
A Bolsa de Valores de Nova York fechou em baixa nesta quinta-feira (23), pressionada pelo nervosismo dos investidores diante da crescente incerteza no Oriente Médio, enquanto acompanhavam de perto os resultados corporativos. Após atingir máximas históricas na véspera, tanto o Nasdaq quanto o S&P 500 caíram 0,89% e 0,41%, respectivamente. O Dow Jones também recuou 0,36%. Para Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, nos últimos dias houve "uma disputa de forças entre os fundamentos — os resultados, que até agora têm sido melhores do que o esperado — e o fato de que as notícias provenientes do Estreito de Ormuz não melhoraram". Os preços do petróleo continuaram subindo devido à "decepção causada pelo fracasso na reabertura do estreito de Ormuz", segundo Carsten Fritsch, do Commerzbank. Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que tinha "todo o tempo do mundo" na guerra no Oriente Médio, onde o cessar-fogo em vigor há duas semanas entre Teerã e Washington parece estar por um fio. Meios de comunicação iranianos relataram explosões em Teerã, e o ministro da Defesa israelense declarou estar pronto para retomar a guerra. "Os rendimentos dos títulos e os preços do petróleo permanecem em níveis preocupantemente altos", destacou Adam Turnquist, da LPL Financial. O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos, referência, subiu para 4,32%, frente a 4,30% no fechamento do dia anterior. No entanto, os analistas do Briefing.com consideram que a queda dos índices deve ser contextualizada. Outro fator que os investidores acompanham de perto é o desempenho trimestral das empresas, que também influencia a evolução do mercado. A fabricante de componentes eletrônicos Texas Instruments registrou alta de quase 20%, chegando a 282,23 dólares. A empresa de software ServiceNow caiu 17,59%, para 84,94 dólares, apesar de um aumento de 22% em suas receitas do primeiro trimestre. Apesar de resultados melhores do que o esperado, a Tesla foi penalizada por suas projeções de gastos cada vez maiores, estimadas em 25 bilhões de dólares neste ano. © Agence France-Presse
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