Jornal O Globo
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira a concessão de empréstimos para capital de giro às companhias aéreas com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). Serão até R$ 2,5 bilhões por empresa. A medida faz parte das ações do governo para minimizar o aumento de custos para o setor em decorrência da guerra no Oriente Médio. A resolução aprovada pelo colegiado estabelece remuneração de 4% ao ano ao Fnac, acrescida de encargos das instituições financeiras dentro de limites previamente definidos. O prazo de pagamento é de até 60 meses, incluídos até 12 meses de carência para pagamento do principal. Os empréstimos poderão ser concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agente financeiro do Fnac, ou por meio de instituições financeiras habilitadas. A linha de financiamento não conta com aval do Tesouro Nacional. Dessa forma, não haveria recursos públicos envolvidos em caso de calote. De acordo com o governo, a medida tem por objetivo evitar o repasse imediato do aumento do preço do querosene de aviação para as passagens aéreas. O combustível pressiona os custos operacionais do transporte aéreo. O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
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