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Trump diz que seu governo avaliar comprar a Spirit, companhia aérea americana em crise financeira
Jornal O Globo

Trump diz que seu governo avaliar comprar a Spirit, companhia aérea americana em crise financeira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que avalia a possibilidade do governo comprar a Spirit Airlines, dizendo que isso pode ser um investimento potencialmente bom para o país. Articulação política: Trump diz que reunião trilateral com Netanyahu e presidente libanês acontecerá 'em breve' Após negociações na Casa Branca, Trump anuncia extensão do cessar-fogo entre Líbano e Israel por três semanas Os comentários de Donald Trump ocorrem em um momento em que o governo já analisa a possibilidade de um pacote de resgate financeiro para a companhia aérea, que enfrenta dificuldades. — Estamos considerando essa opção, ajudar a empresa, seja por meio de um socorro financeiro ou mesmo de uma compra —, afirmou o presidente a repórteres na quinta-feira. Segundo ele, a operação poderia ser feita com baixo nível de endividamento, destacando que a empresa “tem boas aeronaves e bons ativos”. Trump também mencionou a possibilidade de uma venda futura da companhia, em um cenário mais favorável para o setor, como uma eventual queda nos preços do petróleo, o que, segundo ele, permitiria ao governo obter lucro. O presidente acrescentou que a medida poderia contribuir para a preservação de empregos no setor aéreo. Procurada, a Spirit não respondeu imediatamente aos pedidos de resposta pela Bloomberg. Com negociações paralisadas: Trump diz que 'relógio está correndo' para o Irã enquanto terceiro porta-aviões dos EUA chega ao Oriente Médio Uma compra daria um fôlego à companhia aérea, que há anos enfrenta dificuldades e chegou a considerar a possibilidade de liquidação enquanto passa por um processo de recuperação judicial. A empresa entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 — tipo de processo de recuperação judicial previsto na lei de falências dos Estados Unidos —, em agosto de 2025, pela segunda vez em menos de um ano. Antes do início da guerra no Irã, esperava-se que a Spirit saísse da falência neste começo de ano após chegar a um acordo com credores sobre um plano para cortar bilhões de dólares em dívidas e reduzir o custo de sua frota. Um resgate do governo seria a mais recente reviravolta para uma companhia aérea que há muito tempo busca um salvador. A Spirit tentou se fundir com outras companhias aéreas no passado, esforços que não resultaram em um acordo. A administração Trump tem buscado culpar a administração do ex-presidente Joe Biden pelos problemas da companhia aérea. Reação dos mercados: Dólar volta aos R$ 5 com incerteza em negociações para o fim do conflito no Oriente Médio; petróleo sobe 3% Antes de entrar com seu primeiro pedido de falência, a Spirit havia concordado em ser adquirida pela JetBlue Airways, mas o Departamento de Justiça sob Biden processou para suspender o acordo. Esse acordo foi bloqueado por um juiz federal em 2024. Em 2025, a Spirit retomou as negociações para se fundir com a Frontier Group Holdings, mas nenhum acordo se concretizou a partir dessas discussões. Trump expressou disposição no início deste mês para fornecer assistência federal ao Spirit. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, liderou o esforço, segundo a Bloomberg. Um pacote de resgate do governo provavelmente gerará resistência dos concorrentes, que também estão enfrentando dificuldades para lidar com o aumento dos preços dos combustíveis para aviação. Nas últimas semanas, a United Airlines Holdings reduziu sua previsão de lucro para o ano inteiro, enquanto a Alaska Air retirou sua previsão para 2026. A Delta Air Lines decidiu não atualizar sua perspectiva para o ano inteiro. Disputa tecnológica: Casa Branca acusa empresas chinesas de copiarem tecnologia de IA dos Estados Unidos De forma mais ampla, esses desafios ressaltam um período de incerteza para a indústria. O CEO da United, Scott Kirby, chegou a sugerir a possibilidade de uma fusão com a concorrente American Airlines durante uma reunião com Trump em fevereiro. Essa conversa antecedeu o início do conflito no Oriente Médio em três dias. Trump afirmou desde então que não apoia uma combinação American-United. A American também afirmou que não tem interesse em se fundir com o United.

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