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Tribunal rejeita alegações de difamação em ação envolvendo Smokey Robinson | Collector
Tribunal rejeita alegações de difamação em ação envolvendo Smokey Robinson
Vogue Brasil

Tribunal rejeita alegações de difamação em ação envolvendo Smokey Robinson

Os processos por difamação apresentados por Smokey Robinson e sua esposa, Frances, contra ex-funcionárias que o acusam de agressão sexual foram arquivados. Nesta quinta-feira (23.04) o juiz Kevin C. Brazile concluiu que não existem evidências suficientes para responsabilizar os réus e seus advogados por chamarem Robinson de "estuprador em série e doente" durante uma coletiva de imprensa realizada no ano passado, segundo documento judicial obtido pela revista PEOPLE. “Há provas que apoiam os Robinsons, incluindo inconsistências e circunstâncias incomuns, como o incentivo a uma irmã para trabalhar após as agressões. No entanto, as provas de dolo específico não atingem o padrão de evidência clara e convincente”, afirmou o magistrado. Revistas Newsletter Brazile destacou ainda que os Robinsons não conseguiram demonstrar que os acusadores agiram com “dolo específico” na coletiva, exigência prevista pela legislação anti-SLAPP da Califórnia O cantor, de 86 anos, mantém processos paralelos contra as ex-funcionárias, alegando destruição de provas e subtração de bens pessoais. Smokey Robinson GettyImages Em uma ação cruzada de US$ 500 milhões (R$ 2,55 bilhões) apresentada em 28 de maio de 2025, Robinson acusa as quatro mulheres e seus advogados de difamação. Ele também afirma que os ex-funcionários - que o acusam anonimamente de abuso sexual - cometeram difamação, sofrimento emocional intencional, abuso financeiro de idosos e outras violações. O advogado das acusadoras, John W. Harris, afirmou em comunicado à PEOPLE que a decisão “representa uma vitória poderosa e inequívoca para nossas clientes e para sobreviventes em todo o mundo que se recusam a ser silenciadas”. “O Tribunal viu esta contra-ação de 500 milhões de dólares pelo que ela é - uma tentativa flagrante e retaliatória de intimidar, desacreditar e punir mulheres por denunciarem agressões sexuais”, disse ele. “A lei anti-SLAPP da Califórnia existe para impedir exatamente esse tipo de abuso do sistema jurídico, em que riqueza e poder são usados como armas contra aqueles que buscam responsabilização.” “Nosso clientes fizeram tudo o que lhes foi pedido e muito mais - compareceram a depoimentos, em alguns casos várias vezes, e participaram integralmente deste processo - tudo isso enquanto suportavam uma campanha contínua de assédio e ataques públicos destinados a quebrar sua determinação. Isso acaba aqui”, completou Harris. Smokey Robinson GettyImages O advogado de Robinson, Christopher Frost, contestou a decisão e afirmou que o tribunal “está incorreto nas alegações que rejeitou”, dizendo ainda que “há muitas evidências de dolo por parte dos advogados”. “Mais fundamentalmente, nosso foco continua sendo demonstrar que as alegações das mulheres não identificadas são falsas e fabricadas. Até mesmo o Tribunal, em sua decisão, reconheceu as inúmeras inconsistências em seus depoimentos”, disse ele, acrescentando que as acusações de difamação “foram rejeitadas hoje por uma questão técnica”. As quatro mulheres entraram com processo contra o cantor em 6 de maio de 2025, pedindo indenização de US$ 50 milhões (R$ 255 milhões). Elas afirmam que ele "repetidamente forçou seus dedos e pênis em suas vaginas, causando dor intensa e excruciante" sem consentimento, segundo a denúncia. Também alegam que o artista usou “barreiras físicas, força, ameaças de força” e trancamento de portas para impedir que saíssem durante os supostos abusos. Frances Robinson também é citada na ação, sob a alegação de que tinha “pleno conhecimento de seus atos anteriores de má conduta sexual” e não tomou medidas para interromper a conduta. Segundo a denúncia inicial, as quatro mulheres deixaram seus empregos por causa do suposto comportamento de Robinson e não denunciaram as acusações às autoridades por medo de retaliações, exposição pública e impactos profissionais. Em dezembro do ano passado, o casal chegou a pedir uma ordem de restrição temporária contra uma das acusadoras, alegando invasão de um depósito e furto de bens avaliados em milhares de dólares. O pedido foi negado posteriormente, após a defesa afirmar que o vídeo apresentado não permitia identificar a pessoa envolvida. No mês anterior, novas acusações de agressão sexual foram feitas contra Robinson. A defesa nega todas as alegações e classifica o caso como uma “campanha organizada e gananciosa”. O julgamento está previsto para outubro de 2027. Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

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