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‘Taxa das blusinhas’ encarece produtos sem criar empregos, diz pesquisa
Revista Oeste

‘Taxa das blusinhas’ encarece produtos sem criar empregos, diz pesquisa

A chamada 'taxa das blusinhas', de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, falhou em estimular o mercado de trabalho nacional. Estudo da consultoria Global Intelligence and Analytics, encomendado pela Amobitec, mostra que não houve diferença no nível de emprego ou salários entre os setores protegidos pela tarifa e os demais ramos do varejo. O imposto passou a vigorar em agosto de 2024, depois de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. + Leia mais notícias de Economia em Oeste Os dados indicam que a política atingiu principalmente as classes C, D e E, que somam quase 68% dos consumidores dessas plataformas. Com a nova alíquota, a demanda brasileira por produtos de baixo valor no exterior despencou 56% em relação ao que se esperava sem o tributo. O setor de comércio eletrônico internacional movimenta apenas 1,58% do PIB do varejo brasileiro. Preços em alta no Brasil O varejo doméstico aproveitou a barreira contra os importados para elevar preços. No intervalo de um ano, os cosméticos subiram 17% e as bijuterias 16%. Itens de papelaria ficaram 13% mais caros, seguidos por calçados (9%) e roupas (7%). Essas altas pressionaram a inflação oficial do país, que atingiu 5,23% no período. https://www.youtube.com/watch?v=UBzpFoLM_q8 A remuneração média no varejo nacional permaneceu em R$ 2,6 mil mensais em 2025. O valor é inferior ao rendimento médio real do trabalhador brasileiro, que superou R$ 3,6 mil. O levantamento sugere que o setor nacional ampliou margens de lucro com a proteção tarifária, mas manteve salários abaixo da média nacional. Arrecadação e fiscalização A criação do Programa Remessa Conforme aumentou o registro de encomendas. O valor das importações saltou de US$ 500 milhões para US$ 2,75 bilhões entre 2022 e 2024. Contudo, a arrecadação federal não acompanhou esse ritmo. Enquanto o volume de mercadorias registradas cresceu cinco vezes, o dinheiro que entrou nos cofres do governo subiu apenas duas vezes, de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,9 bilhões. O governo federal agora discute a revogação da taxa por meio de Medida Provisória logo que as eleições se aproximam. No Congresso Nacional, dois projetos de lei tentam retomar a isenção para remessas de baixo valor. Os autores do estudo apontam que as compras entre empresas de até US$ 3 mil somam US$ 30 bilhões e representam 17,4% do PIB do setor, uma desproporção imensa frente ao comércio das "blusinhas". Leia também: "Investidores aumentam no Brasil, mas renda ainda limita expansão, diz Anbima" O post ‘Taxa das blusinhas’ encarece produtos sem criar empregos, diz pesquisa apareceu primeiro em Revista Oeste .

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