Revista Oeste
Os bancos que emprestaram R$ 1,8 bilhão aos Correios bloquearam o faturamento da estatal em 2025 ao acionar uma cláusula prevista no contrato. A medida reteve valores recebidos pelos serviços prestados e agravou a situação financeira da empresa. A informação foi revelada pelo portal g1. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O bloqueio ocorreu no segundo trimestre de 2025 e atingiu diretamente o fluxo de caixa da companhia, que passou a enfrentar dificuldades para pagar fornecedores e manter a operação. Cláusula acionada e crise de liquidez nos Correios O contrato previa uma garantia ligada ao volume de precatórios — dívidas judiciais que a estatal precisa pagar. Com o aumento dessas obrigações ao longo do ano, os bancos acionaram a cláusula e passaram a reter os recursos da empresa. Na prática, os credores puderam bloquear integralmente valores recebidos pelos Correios, exigir o pagamento antecipado da dívida e executar garantias previstas no acordo. https://www.youtube.com/shorts/6mO6m-JkZkQ A retenção do faturamento gerou um aperto de caixa e comprometeu a liquidez da estatal, ou seja, a capacidade de manter dinheiro disponível para honrar compromissos imediatos. Segundo documento interno, a situação trouxe impactos operacionais e institucionais relevantes e ameaçou a continuidade de serviços essenciais. Renegociação elevou custos da estatal Para voltar a acessar o próprio faturamento, os Correios renegociaram o contrato com os bancos credores. O acordo estabeleceu um limite de até R$ 2,5 bilhões para os precatórios e suspendeu temporariamente o reconhecimento de novas perdas judiciais. A mudança teve custo. A estatal pagou R$ 44,8 milhões para obter dispensa contratual e aceitou aumento nos juros do empréstimo. Leia mais: “Fazenda decide bloquear plataformas de previsão e enquadrá-las como apostas ” A taxa passou de 3% ao ano mais DI para até 5% ao ano mais DI, elevando o custo efetivo da operação de 21,99% para 25,67% ao ano. Além disso, os pagamentos, antes semestrais, passaram a ser mensais e foram antecipados. Leia mais: “ Banco Central endurece regras do FGC em meio à crise do Master ” A Taxa DI (Depósito Interfinanceiro) reflete a média dos juros cobrados em empréstimos de um dia entre bancos, com base em operações com CDIs. O mercado usa esse indicador como referência para investimentos de renda fixa pós-fixada, e ele costuma acompanhar de perto a taxa Selic. Diante do cenário, a estatal passou a tratar como prioridade a obtenção de um novo empréstimo de R$ 12 bilhões para recompor o caixa e quitar a dívida anterior. O post Alta de precatórios faz bancos travarem receita dos Correios para garantir dívida apareceu primeiro em Revista Oeste .
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