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Justiça argentina confirma ordem para apreender R$ 2,5 bilhões em bens de Cristina Kirchner, filhos e empresário | Collector
Justiça argentina confirma ordem para apreender R$ 2,5 bilhões em bens de Cristina Kirchner, filhos e empresário
Jornal O Globo

Justiça argentina confirma ordem para apreender R$ 2,5 bilhões em bens de Cristina Kirchner, filhos e empresário

A Câmara Federal de Cassação Penal, instância de apelações na Argentina, confirmou nesta sexta-feira uma ordem judicial para apreensão de bens avaliados em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões no câmbio atual) da ex-presidente Cristina Kirchner, de seus filhos e do empresário Lázaro Báez, que também cumpre condenação pelo caso. 'Sem precedentes': Governo argentino barra jornalistas na Casa Rosada por suspeita de 'espionagem ilegal' Janaína Figueiredo: O inferno astral de Milei A ex-presidente de 73 anos cumpre uma condenação a seis anos em prisão domiciliar desde junho de 2025 e foi inabilitada politicamente, após ser considerada culpada de corrupção em processos de licitação de obras públicas. O caso em questão abrange os períodos de governo de Cristina Kirchner (2007-2015) e também de seu esposo Néstor (2003-2007), que faleceu em 2010. Initial plugin text Kirchner tinha recorrido da parte da condenação que ordenava a execução dos bens, assim como os outros condenados na ação. No entanto, uma sala da Câmara Federal de Cassação Penal resolveu rejeitar esse pedido e confirmar a apreensão disposta na sentença original, segundo a decisão obtida nesta sexta-feira pela AFP. Desta maneira, fica reiterada a ordem de confiscar uma propriedade de Kirchner na província de Santa Cruz (sul da Argentina) e outros 19 bens cedidos a seus filhos Máximo e Florencia. Além das propriedades de Kirchner e filhos, a decisão confirma a execução de 84 bens do empresário Lázaro Báez. A estratégia da defesa visava salvaguardar os bens, sob o fundamento de que sua conexão com o ato condenado não havia sido "devidamente fundamentada". Ou seja, que não ficou comprovado que foram adquiridos com dinheiro proveniente do ato ilícito. — Esta decisão me causa uma preocupação jurídica séria — disse à AFP Gregorio Dalbón, um dos advogados de Kirchner, que antecipou que "a defesa irá à Corte Suprema" de Justiça com um recurso de apelação. — [A Câmara de] Cassação ordenou executar bens herdados de Néstor Kirchner, uma pessoa que morreu antes do julgamento e que nunca foi condenado. Estendeu efeitos penais sobre Máximo e Florencia Kirchner por essa via hereditária. Incluiu imóveis sem rastreabilidade direta comprovada em conexão com o crime. Kirchner enfrenta outro julgamento por corrupção durante os anos 2000, no qual é acusada de integrar uma rede de propinas entre políticos e empresários por contratos de obras públicas. Segundo a acusação no processo, que tem outros 85 denunciados e pode se prolongar para além de 2026, Kirchner foi "a principal destinatária" de um sistema que começou durante a presidência de seu marido entre 2003 e 2007.

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