Jornal O Globo
Um professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) denunciou na última quinta-feira (23) ter sido alvo de ataques homofóbicos no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de Florianópolis (SC). Em vídeo divulgado no Instagram, Renan Quinalha detalhou as agressões que ele e o namorado sofreram nas dependências do aeroporto. Paolo Zampolli: saiba quem é o aliado de Trump que chamou brasileiras de 'raça maldita' e 'programadas para causar confusão' Leia mais: Editais para obra da BR-319, na Amazônia, são questionados na Justiça após governo usar novo licenciamento ambiental Segundo Quinalha, ele e o procurador da República Lucas Dias, estavam aguardando um voo após realizarem atividades na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Abraçados, os dois começaram a ouvir gritos que, segundo Renan, vieram de um senhor próximo que afirmava que o casal deveria "moderar" as demonstrações de afeto. — A gente estava se abraçando e repentinamente a gente ouve um grito. Ele dizia 'modera isso aí', 'olha o respeito'. Quando eu olho pro lado, eu vejo um senhor sentado com algumas pessoas ao lado dele, que eu acho que é a família dele. Duas mulheres, uma criança, e ele gritando: 'manera', 'manera' — disse Renan Quinalha. Initial plugin text Diante da situação, Quinalha afirmou que sua reação imediata foi "gritar de volta" ao agressor. Segundo ele, o artifício de 'constranger' o suspeito foi um recurso para lidar com as falas proferidas pelo homem. Renan afirmou ter recebido suporte de funcionários do aeroporto e de outros usuários que estavam ao redor e presenciaram o caso. — Eu gritei. Chamei a atenção das pessoas como uma estratégia, e eu acho que isso é importante. Falei que aquilo que ele estava fazendo era homofobia. Era crime. Ele baixou a cabeça, se retirou do ambiente junto com a família. Nisso outras pessoas que estavam no entorno se solidarizaram com a gente — completou. Nas redes sociais, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) publicou uma nota na qual manifestou apoio a Lucas Dias. "A ANPR repudia com veemência o episódio e ressalta que a homofobia constitui crime, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, não sendo tolerável qualquer forma de discriminação", diz a nota. Veja abaixo: Initial plugin text
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