Jornal O Globo
O jornalista americano-kuwaitiano Ahmed Shihab-Eldin, detido no Kuwait após divulgar imagens que mostravam o impacto dos ataques iranianos, foi libertado e autorizado a deixar o país após semanas sem contato com familiares e amigos. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado dos EUA na noite desta sexta-feira, após a campanha pela soltura de Eldin virar alvo de uma campanha endossada por uma série de organizações internacionais. Entenda o caso: Prisão de repórter no Kuwait expõe ampliação de censura e repressão a jornalistas e civis no Golfo durante Guerra no Irã Guerra no Oriente Médio: Casa Branca confirma nova rodada de negociações com Irã no Paquistão neste sábado Ainda na quinta-feira, o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) afirmou que o repórter havia sido liberado de todas as acusações, indicando que a libertação estava próxima. Eldin, que colaborou com veículos como Al-Jazeera e New York Times, foi detido com base em novas regras estabelecidas por países da região durante a guerra, denunciadas por agências internacionais como censura. Initial plugin text Uma lista de países que inclui, além do Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia, adotaram medidas que dificultam o jornalismo livre e punem a publicação de informações. As medidas específicas adotadas por cada país são diferentes, mas incluem proibições de divulgação de imagens de locais atacados pelo Irã, restrição do acesso de jornalistas a esses locais e intimidação à atividade jornalística, além de aplicação de punições a profissionais de mídia e mesmo civis, cujos comentários on-line foram avaliados como conteúdo pró-Teerã. As justificativas incluem impedir a desestabilização da opinião pública e defesa da segurança nacional. Eldin foi detido enquanto viajava para visitar a família no Kuwait e não era visto desde 2 de março. Em suas redes sociais, o repórter publicou sobre a guerra em curso, incluindo vídeos e fotos sobre os ataques ao Kuwait — alguns deles, reproduções de imagens divulgadas pelas Forças Armadas dos EUA. Segundo as organizações internacionais, ele respondia por acusações que incluíam "disseminação de informações falsas" e "mau uso de dispositivos móveis", sob regras estabelecidas durante o conflito. (Com AFP)
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