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Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real; saiba se proteger | Collector
Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real; saiba se proteger
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Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real; saiba se proteger

Um novo vírus bancário para Android está mirando usuários brasileiros e explorando o sistema Pix para desviar dinheiro em questão de segundos. Segundo relatório da empresa de segurança Zimperium, o malware identificado como PixRevolution é capaz de sequestrar transferências em tempo real, atuando no exato momento em que a vítima realiza o pagamento. Para entender mais sobre a ameaça, o TechTudo conversou com Fernando Serto, Field CTO para a América Latina na Akamai, que explicou como o ataque funciona, por que ele é difícil de detectar e quais cuidados podem evitar prejuízos. Trojan bancário brasileiro desvia Pix sem você perceber; saiba se proteger Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizar Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real; saiba se proteger Getty Images/SOPA Images Como remover trojan Android do celular? Veja no fórum do TechTudo Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real Neste guia, será explicado o que é o vírus bancário, como ele atua na prática e de que forma esses ataques podem acontecer em tempo real. Também será detalhado como o malware consegue infectar celulares Android, por que esse tipo de golpe costuma passar despercebido e quais são as principais medidas para se proteger. A seguir, veja um índice da matéria: O que é esse vírus bancário? Como o vírus bancário ataca na prática Ataque é feito em tempo real Como vírus infecta o celular Android Por que é difícil perceber o golpe? Como se proteger O que é esse vírus bancário? De acordo com a Zimperium, o malware identificado, chamado PixRevolution, faz parte de uma nova geração de trojans financeiros desenvolvidos especificamente para explorar o Pix no Brasil. O relatório classifica a ameaça como um “agent-operated Android trojan”, ou seja, um vírus operado por um agente que pode acompanhar e interagir com o dispositivo da vítima em tempo real. O que é o 'Golpe da Mão Fantasma' no Pix? Saiba riscos e como se proteger A análise também mostra que a campanha mira aplicativos de instituições financeiras amplamente utilizados no país, incluindo Nubank, Itaú Unibanco S.A., Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander Brasil, PicPay, PagSeguro, Sicredi e XP Investimentos, aumentando as chances de sucesso ao atingir serviços populares entre os usuários. “O pagamento via Pix já é utilizado por 82% dos clientes de bancos digitais e 55% dos clientes de bancos tradicionais", contextualiza Fernando Serto. Fluxo de ataque do malware bancário Reprodução/Zimperium Como o vírus bancário ataca na prática O ataque combina técnicas de espionagem com manipulação ativa do dispositivo. Segundo a Zimperium, o malware utiliza, entre outros recursos, permissões de acessibilidade do Android para ler o conteúdo da tela, acompanhar interações do usuário e até executar comandos automaticamente dentro dos aplicativos. O que apps podem ou não acessar? Veja o que seu celular sabe sobre você Com isso, o vírus consegue observar o comportamento da vítima e intervir diretamente no funcionamento do aplicativo bancário. Entre as estratégias utilizadas estão a sobreposição de tela, captura de credenciais, interceptação de notificações e automação de interações dentro do app. A Zimperium aponta que a infecção costuma começar com aplicativos maliciosos que se passam por versões falsas de serviços legítimos. Entre os exemplos identificados na campanha estão apps que imitam nomes conhecidos — como Expedia, Sicredi, Correios, Superior Tribunal de Justiça e AVG — além de outros como Reconhecimento XP, Caçamba Central, Paraná Caçambas e PilateseEmCasa. Esses nomes são usados como isca para enganar o usuário e induzir à instalação do trojan no dispositivo, sem qualquer relação com os aplicativos oficiais dessas instituições. Oficial de justiça entra em contato por WhatsApp? STJ alerta para novo golpe Na prática, isso significa que o malware não apenas espia, mas também pode agir. Em alguns casos, ele é capaz de navegar dentro do aplicativo bancário, preencher dados e confirmar ações, executando etapas da transação sem que o usuário perceba. Serto detalha esse comportamento ao afirmar que “malwares financeiros são projetados para monitorar o comportamento do usuário e só são ativados quando identificam uma ação sensível, como a abertura de um aplicativo bancário ou até mesmo durante o início de uma transação via Pix.” Apps falsos solicitam acesso às configurações de acessibilidade do Android Reprodução/Zimperium Ataque é feito em tempo real Um dos pontos mais críticos destacados pela Zimperium é a execução do golpe em tempo real. No caso do PixRevolution, isso acontece porque o malware permite que um operador acompanhe a atividade no dispositivo da vítima e atue exatamente durante a transação. Isso significa que, enquanto o usuário realiza o Pix dentro de aplicativos de bancos ou carteiras digitais, um agente pode observar a tela e interferir no processo no momento da confirmação, redirecionando valores ou alterando informações da transferência. Segundo Fernando Serto, essa característica torna o golpe particularmente perigoso. “Como o Pix é um método de pagamento instantâneo, o ataque acontece dentro de um tempo muito curto, reduzindo as chances de reversão”, explica. O especialista também ressalta que a detecção é difícil porque o ataque ocorre dentro de um fluxo legítimo. “Os ataques partem do dispositivo da própria vítima e utilizam credenciais válidas, dentro de um fluxo esperado, reduzindo os sinais de anomalias”, afirma. Malware permite que um operador acompanhe a atividade no dispositivo Divulgação/Freepik (master1305) Como o vírus infecta o celular Android Apesar da sofisticação, a infecção ainda depende, na maioria dos casos, da ação do usuário. Segundo o relatório da Zimperium, os criminosos utilizam principalmente engenharia social para enganar as vítimas. Isso inclui aplicativos falsos que simulam bancos ou serviços populares, links maliciosos enviados por mensagens e contatos que se passam por suporte técnico ou instituições financeiras, muitas vezes com tom de urgência. “Hoje já é possível uma combinação dos dois modelos, mas a infecção inicial ainda depende muito de engenharia social", reforça Serto. Hackers adoram vítimas fáceis: 10 dicas para você não ser a próxima Entenda como o vírus infecta o Android Reprodução/FellowNeko/Shutterstock Por que é difícil perceber o golpe? A dificuldade em identificar o ataque está no fato de que ele ocorre durante uma ação legítima do usuário. Segundo Serto, muitos desses malwares permanecem inativos até detectar o momento exato da transação. “Por exemplo, o comportamento do usuário hoje está cada vez mais orientado por velocidade e fluidez, que inclusive a nossa pesquisa mostra que são os principais fatores na escolha de um banco. E os ataques se aproveitam justamente dessa dinâmica”, explica. Como o acesso ocorre com credenciais reais e dentro do próprio aparelho, sistemas de segurança têm mais dificuldade para identificar a fraude. Mesmo assim, alguns indícios podem indicar infecção, como lentidão do aparelho, aplicativos desconhecidos, pedidos incomuns de permissões, telas sobrepostas inesperadas e movimentações financeiras não reconhecidas. Veja por que é difícil perceber o golpe Reprodução/Shutterstock Como se proteger A proteção contra esse tipo de golpe passa principalmente por hábitos seguros no uso do celular. Com base na análise da Zimperium e nas orientações do especialista da Akamai, é fundamental evitar instalar aplicativos fora de lojas oficiais, desconfiar de links recebidos por mensagens e revisar permissões antes de concedê-las — principalmente as relacionadas à acessibilidade do sistema. Manter o aparelho sempre atualizado também é essencial. Durante transações via Pix, a recomendação é redobrar a atenção. Qualquer comportamento fora do padrão pode ser um indicativo de interferência maliciosa. Com informações de Zimperim Mais do TechTudo GOLPE DO SILÊNCIO no celular? Entenda e saiba como evitar! GOLPE DO SILÊNCIO no celular? Entenda e saiba como evitar!

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